quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Maria Chuteira x Torcedora Autêntica

 
Inúmeras são as referências desse esterótipo “Maria-chuteira” no universo do futebol e das artes. Há muito a revista esportiva "LanceA" possuía uma coluna abordando as chamadas "maria-chuteiras" e além dela, a Rádio Globo mantinha uma personagem durante suas transmissões esportivas. No âmbito das artes, elas passam pela música, televisão e pelo cinema. Na esfera musical, por exemplo, as maria-chuteiras viraram título de uma canção do grupo Velhas Virgens lançada no álbum "Com a Cabeça no Lugar", de 2003. Já na televisão, a referência pode ser retirada do exterior. O seriado The Game traz exatamente como foco as peripécias de maria-chuteiras a fim de conseguirem relacionamentos com jogadores famosos bem como o seriado análogo da Argentina intitulado "Botineras". No Brasil, a atriz e apresentadora Maria Paula do Casseta e Planeta, interpretava uma personagem chamada "Maria Chuteira". Além dela, Deborah Secco também interpretou uma "maria-chuteira", desta vez chamada Marina, em 1999, na novela Suave Veneno.
No cinema, por sua vez, as referências às maria-chuteiras podem ser encontradas no filme Praia, Sol e Sexo, da Sexxxy, estrelado por Vivi Ronaldinha, que foi vetado por Ronaldo Fenômeno por conta da utilização de um sósia. O filme foi posteriormente lançado mas de acordo com reportagem do jornal Folha de São Paulo, sem o "enredo maria-chuteira".

Há um bom número de mulheres, principalmente as mais jovens, que passam a freqüentar treinos e jogos para verem de perto jogadores que se tornaram ídolos em suas vidas não por causa da habilidade com a bola, mas por causa dos seus dotes físicos.
É necessário não se deixar confundir com essa tipologia feminina, por isso comunidades virtuais como, por exemplo, a “Mulheres que amam futebol” fazem questão de ressaltar o público alvo que se deseja atingir: “Mulheres que: Amam assistir o jogo; Amam jogar; Amam ir ao estádio; Amam seu time; Amam tudo isso ao mesmo tempo”
As qualidades enumeradas reforçam um perfil de mulher que se aproxima do futebol por motivações relacionadas ao prazer de assistir os jogos ou mesmo de praticá-lo. A paixão pelo clube também é o principal critério para se ser aceita como sócia da torcida organizada Feminina. Obviamente mecanismos de diferenciação são amplamente usados também por torcedores do sexo masculino que de várias maneiras tentam demarcar diferentes níveis de autenticidade para o ato de torcer. 
Entretanto no caso das mulheres é interessante perceber que antes de tudo elas buscam consolidar-se no papel social de torcedora.
A torcedora é uma figura que por diferentes modos experimenta o mundo através do futebol e experimenta o futebol através do mundo, vivenciando valores, sentimentos e hábitos despertados pelo quique da bola
Uma torcedora autentica é capaz de avaliar tecnicamente uma partida de futebol, avaliar e fazer críticas sobre times, jogadores e conseguem conversar de forma segura sobre qualquer assunto futebolístico. Elas vão aos estádios para ver o seu time jogar, gritam, vibram, cantam, sofrem, tudo por amor ao seu time. Fazem loucuras, enfrentam obstáculos, fazem de tudo para acompanhar e vivenciar as conquistas do seu time, e, isso se resume a uma palavra: AMOR pelo futebol.

Texto de autoria de Isabela Fernanda do Fanáticas Celeste.

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