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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cruzeiro só empata com o desesperado Grêmio

Cruzeiro 2 x 2 Grêmio - Arena do Jacaré - 11ª rodada do C. Brasileiro 2010.
Henrique marcou os 2 gols do Cruzeiro, garantindo o empate.
Prêmio
Henrique estufou por duas vezes as redes do Grêmio. Podemos considerar esse fato como um prêmio por suas atuações, onde quando falta técnica, tem sobrado raça, vontade e determinação. O guerreiro foi premiado nessa tarde, mas infelizmente não conseguiu levar o Cruzeiro à vitória.

Desfalques
Com muitos e importantes desfalques, Cuca teve de improvisar na zaga e na armação do meio campo. Fabinho entrou no lugar de Gil (que ao lado de Caçapa sofreu somente 1 gol no Brasileirão pós-copa, ou seja em 3 jogos) que ao lado de Caçapa vem formando uma zaga bem diferente da que atuou antes da parada da Copa do Mundo, bem mais eficiente. No meio a armação coube á Everton e Jonathan, já na lateral Cuca optou por dar nova chance à Rômulo. Já no ataque a ausência foi de Wellington Paulista.

Merecimento
O Cruzeiro jogou um pouco menos que o time gaúcho, e o time não mereceu mais que o empate mesmo. Infelizmente sem W.Paulista nosso ataque ficou meio que acéfalo. Robert não tem conseguido mostrar seu valor no Cruzeiro e Thiago Ribeiro que continua lutando muito caiu um pouco de produção. Gilberto vinha sendo o destaque do time e esta fazendo muita falta.

Nível
Como a cada ano que passa mais baixo parece estar o nível de qualidade técnica do campeonato, mesmo com uma derrota e um empate seguidos o Cruzeiro vai se mantendo próximo ao G4. Estamos na 6ª posição à exatos 3 pontos do Inter, 4º colocado, o que não é ainda algo que preocupe, já que como estamos nosso objetivo seria mesmo só o G4, pelo menos até que estréiem os reforços ou que voltem os jogadores que estão no DM.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Com 9 em campo contra 14 Cruzeiro é derrotado


Agora só com 9
Pois é, agora a arbitragem evoluiu. Se com 10 jogadores em campo o Cruzeiro se mantém vivo, passemos a deixa-lo então com 9 e veremos até quando aguenta...

Definitivamente não há como aceitar essa situação. Minha vontade era de fazer um post de uma linha em protesto pela premetidação da arbitragem (conaf-cbf) contra o Cruzeiro.

Em respeito a meus leitores me dei ao trabalho de relatar a cachorrada protagonizada pelo Sr. Evandro Rogério Roman/PR (Fifa) e o auxiliar Roberto Braatz/PR (Fifa).

Não vou falar nada mais porque esse assunto causa náuseas e não quero emporcalhar o blog.

Só tem realmente algo que tem de ser dito. O time gremista venceria esse confronto. Não tinha como suportar a força do time gaúcho quando tínhamos 10 em campo. Vencemos o primeiro tempo com um gol de pênalti que não traduziu o que se deu em campo. Suportávamos bem a pressão até que expusaram mais um. Mas não havia necessidade, o Cruzeiro não iria até o fim segurando o 1 a 0. Seria desumano exigir isso dos Guerreiros Celestes.

Se for assim o Cruzeiro é o time que joga mais deslealmente no Brasil, foram 9 cartões nos últimos 15 jogos do Brasileiro, sem chance. Isto não é normal.

Ouvindo um comentário de um narrador ou repórter da Rádio Jovem Pan, tivemos a exata noção do que ocorria no Olímpico : “Com essa arbitragem trágica, Evandro Rogério Roman deve ficar na geladeira por um bom tempo agora.”

Olho vivo Presidente Perrella, olho vivo porque estão querendo acabar com o Cruzeiro.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cruzeiro passa pelo Grêmio e é finalista da Libertadores: 2x2


Wellingol, este é realmente predestinado. 2 gols na noite fria de POA.

O FEITO
Pela quarta vez em sua história o Cruzeiro vai disputar uma final da Copa Libertadores. O torneio mais importante das Américas, o torneio que nos dá o direito de disputar o título que mais cobiçamos e o único que falta em nossa galeria de trofeus : CAMPEONATO MUNDIAL INTERCLUBES.

Ser finalista da Copa Libertadores, por si só, já é um feito memorável e Adílson Batista o tão contestado (em Minas pela Galopress e seus seguidores) e vitorioso técnico do Cruzeiro já pode ser considerado um dos melhores técnicos da história Celeste, por levar o time a disputar sua 4ª final da copa contintental.



Não tem como descrever a felicidade e satisfação da Nação Azul por ver o time jogar com inteligência e amadurecimento, algo que nos faltou e foi capital para nossa eliminação na Libertadores do ano passado.


A equipe comemorou muito os gols.

HISTÓRIA
Em 1976 o Cruzeiro foi campeão em cima do River Plate, dirigido por Zezé Moreira, e entrou em campo com Raul; Nelinho (gol), Morais, Darci Menezes e Vanderlei; Piazza (Valdo), Zé Carlos, Eduardo (gol) e Ronaldo; Palhinha e Joãozinho (gol). Vencemos o primeiro jogo em BH por 4x1 e perdemos o segundo em B.Aires por 2x1.

Em 1977 tivemos uma das finais mais equilibradas da história da Libertadores. Depois de perder o jogo de ida por 1x0 e vencer em BH pelo mesmíssimo placar houve a necessidade de um novo jogo que foi disputado em Montevidéu no Uruguai. Desta vez a partida terminou em seu tempo normal empatada 0x0, para variar. IMPRESSIONANTE O EQUILÍBRIO, mas na disputa de penais o Boca Jrs. acabou vencendo por 5x4, e fomos vice-campeões pelas mãos de Yustrich e com com Raul; Nelinho (Mariano), Morais, Darci Menezes e Vanderlei; Zé Carlos, Eduardo, Ely Carlos (Livio) e Ely Mendes; Neca e Joãozinho.

Em 1997 com o mesmo técnico que enfrentamos nessa semifinal Paulo Autuori chegamos ao bi-campeonato em cima do Sporting Cristal. A finnalíssima disputamos com Dida; Vitor, Gelson Baresi, Wilson Gottardo e Nonato; Donizete Oliveira, Fabinho, Ricardinho (Da Silva) e Palhinha; Marcelo Ramos e Elivélton que foi o autor do gol que nos deu o título, esse jogo terminou em 1x0 e em Lima, no Peru, havíamos empatado em 0x0.


O JOGO
O que estavamos sempre pedindo para o time, é o que tem sido decisivo para o triunfo celeste nestes jogos importantíssimos da Libertadores desse ano: o Cruzeiro tem se mostrado super eficiente.

Kléber, outro que não se furta à uma decisão.
No jogo do Olímpico, em suas duas primeiras finalizações o Cruzeiro conseguiu fazer os gols e definiu ali sua classificação para a finalíssima contra os argentinos do Estudiantes. Foram dois gols mortais para o Grêmio em dois minutos. Duas grandes assistências que Wellington Paulista arrematou com extrema eficiência para o gol. Kléber na primeira repetiu o que tinha feito no 1º jogo e avançou pela lateral e cruzou dentro da área para o chute de Wellingol: Cruzeiro 1x0.

Jonathan, tem sido decisivo em jogos decisivos.
Dois minutos se passaram e Jonathan também numa penetração pela direita, da intermediária colocou a bola na cabeça de Wellingol que de peixinho mandou para o fundo das redes enganando o goleiro Víctor.

Os gols sairam aos 34 e 36 minutos do primeiro tempo, depois de uma grande mas ineficaz pressão gremista. O Cruzeiro não precisava vencer e jogou com absoluta inteligência, deixando o desespero tomar conta dos gremistas que jogaram muito mas não conseguiram chegar ao gol.

No segundo tempo, numa bobeira de Ramires, que atrasou uma bola infantilmente, o Grêmio ganhou um escanteio e de cabeça fez seu primeiro gol, aos 9 min. Esse revés não abateu nem diminuiu a seriedade da Raposa, que disputou o jogo totalmente ciente do que tinha que fazer.

Só aos 29min, Souza, num belo chute achou o segundo gol gremista, mas a poucos minutos do final da partida, os gremistas já estavam nocauteados, jogavam somente por brio, por dignidade e como disseram, por respeito ao seu torcedor.


Fábio mais uma vez também foi decisivo a seu modo, evitou os gols do tricolor saíssem. Foi mais uma vez perfeito e justificou a máxima: todo grande time começa com um também grande goleiro.

A TORCIDA
Nossa torcida compareceu em grande número no Olímpico, fez barulho, foi saudada pelo time e principalmente fez o seu papel e ao fim do jogo comemorou demais a classificação para a finalíssima da Copa Libertadores da América.

Até tu Dona Salomé? *(Ela é uma torcedora-símbolo, veja abaixo)

Nossa torcida não abandona o time e foi ao Olímpico para disputar a Batalha dos Macacos.
A FINAL
O Cruzeiro agora joga o primeiro jogo em La Plata, na casa do Estudiantes e precisa trazer um bom resultado para o jogo decisivo em BH. Não pode provar do seu próprio veneno.

O expediente que utilizou contra o São Paulo e o Grêmio tem de ser bastante visado pelo elenco Cruzeirense para que no jogo de volta em BH não tenhamos que torcer por milagres. Já esta claro que milagres NÃO acontecem com frequência.


IMBRÓGLIO
A Conmebol se embrulhou numa situação melindrosa. Ao proteger São Paulo e Nacional para que não ficassem expostos a infestação da gripe suína que grassava no México, eliminou os times mexicanos do torneio visto que os mesmos se negaram a jogar fora do México.

Agora a situação é a mesma, mas a Conmebol não quer ser justa e tirar da Argentina o jogo contra o Estudiantes, não quer ser justa ou não tem moral pra isso, já que um dos dirigentes da confederação é argentino. O Cruzeiro alheio a isso tudo, mesmo assim, já confirmou que não irá contra as decisões da confederação.


* Saiba mais sobre Dona Salomé (torcedora-símbolo do Cruzeiro). Clique aqui.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Torcedor apaixonado, todo time tem


Nesta foto do jogo, o "louco" Pato, com a bandagem na cabeça.

É momento de recesso no futebol brasileiro. Abaixo publicamos um belo texto escrito pelo blogueiro e torcedor apaixonado do Cruzeiro, Wallace Graciano, o Pato do blog O Guerreiro dos Gramados. Com esse e outros textos que pretendemos publicar tencionamos aproveitar a pausa dentro de campo para falar um pouco mais do que move o futebol, o lado de fora do campo, onde esta a torcida.

Dentro do campo temos a força, a determinação, a vontade, a superação. Do lado de fora não só em torno das quatro linhas que demarcam o espaço futebolístico, mas além, bem além, existe uma grande profusão de torcedores que não acompanham, às vezes, tão de perto, mas estão sempre ligados na vida de seu clube amado.

Gente que é capaz de fazer o que o Pato fez e narra no texto abaixo. Não podemos esquecer disso, torcedores são todos iguais, porque são todos pessoas humanas, com sentimentos e vontades semelhantes, não existem diferenças, por mais que a mídia cacarejante (parte da mídia de BH) tente provar, demonstrar e mascarar que certa torcida secundina mineira, é muito mais apaixonada que qualquer outra.

Fiquem então com esse belo texto. Sintam o que um torcedor apaixonado pelo Cruzeiro (ou por qualquer outro time do planeta) é capaz de fazer. Vamos à leitura.

Sete pontos na cabeça, três no campo!


Dizem que o fanático é exagerado, tem atitudes extremas por uma idéia que não cabe a ele decidir o rumo. Nunca concordei com essa idéia, talvez porque eu mesmo me considere um. Isso ficou evidente no último dia 29 de outubro, durante o confronto entre o Cruzeiro e Grêmio.

O time celeste vinha de um resultado embaraçoso. No sábado anterior, saímos derrotados da Arena da Baixada por 1 a 0. Esse placar deixou cético alguns torcedores quanto ao título. Eu não me incluía nesse grupo.

Na segunda-feira, já tinha adquirido os ingressos. Coloco no plural, pois foram comigo meu primo, meu amigo e minha, até então, “futura namorada”—que nunca tinha ido ao estádio.

Chegou o grande dia. Na quarta-feira acordei cedo. Fui ao trabalho, mas o tempo não passava, ele era meu pior inimigo. Entrava escondido no MSN para conversar sobre o jogo. Por sorte—ou não—meu chefe me liberou mais cedo para ir ao Judô, mesmo sabendo que naquele dia eu mataria aula da faculdade para ir ver o Cruzeiro.

Ao entrar no tatame, fui treinar com um amigo. Tudo decorria bem, até que, na empolgação, ele me aplica um golpe (seoi-nague) e caio de cabeça na parede. Já levanto meio tonto. Ele, preocupado, corre para me socorrer. De repente, vejo sangue escorrendo pelos meus olhos. E só consigo pensar no jogo que começaria às 22h.

Com muita teimosia, resolvi ir ao hospital para “costurarem minha cabeça”. Para mim, nada mais importava, a não ser o jogo de mais tarde. As enfermeiras demoravam demais com aqueles processos de sutura.

Na hora da angústia você só quer que acabem logo—e eles nunca terminam. A cada minuto ficava mais tenso, não pela dor, pois pouco me preocupava com ela, mas pelo tempo que era meu inimigo.

Eu só conseguia soltar a mesma frase : “Tá tudo ok, pode enfiar a agulha ai na cabeça, que eu quero ir ao Mineirão”. Por sorte chega o médico, isso eram 18h50min—na hora do aperto você sabe até o horário. Ele, que devia ser um atleticano doente—sim, para torcer pro alvinegro mineiro tem que ser doente, e muito— teimava em falar comigo que eu não poderia ir ao estádio.

Por fim, sabendo que de nada iria adiantar suas palavras, ele me dá um ok para ir ao jogo—desde que ficasse sentado nas cadeiras. Era impossível. Concordei com ele, mesmo sabendo que não iria obedecê-lo, peguei o carro e fui buscar meus amigos.

Quando cheguei à casa da Mariana—hoje minha namorada— escuto dela que eu era louco, moleque, que tinha sete pontos na cabeça e não tinha a proporção do que era isso. Discuti com ela no carro, enquanto buscava meu amigo, mas, realmente não tinha proporção de nada, só queria ver o jogo.

Antes de chegar, ainda tive que dar uma parada na farmácia para fazer uma bandagem na cabeça. Nem lembro muito bem desse momento, pois, além da preocupação com o atraso para o jogo, os pontos doíam. Por fim, chegamos a tempo. Subi as arquibancadas afoito, com medo de que o corte na cabeça fosse apenas uma premissa de um dia de azar que poderia ocorrer ali.

Ainda bem que o Cruzeiro não me decepcionou. Com apenas 13 segundos de jogo, o time celeste me deu a certeza de que todo esforço valera a pena, após o meia Wágner acertar um chute no canto do goleiro Vitor. O resultado final todos conhecem, 3 a 0—fora o baile. Ficou para a história. Não sei para a do futebol, mas para a minha, pois foi o dia que levei ao pé da letra a música que vinha das arquibancadas: “Hoje, larguei tudo pra te ver, faço isso por amor, dou a vida por você”.


segunda-feira, 21 de julho de 2008

Cruzeiro sofre derrota no sul e cai pra 3º lugar


Paraná, mais uma vez um desempenho regular.

Mais uma vez o Cruzeiro joga mal fora de casa e é derrotado. A retrospectiva do Cruzeiro fora de casa é realmente ruim, inversa a dos jogos no Mineirão.
Taticamente o time até que foi bem suportando a blitz do Grêmio e segurando o placar em 1x0, claro que contou para isso com a ótima atuação do goleiro Fábio e a sorte, quando Jonathan evitou um gol debaixo das traves. Outro fator que talvez tenha contribuído é a inabilidade dos atacantes gremistas.

Técnicamente o jogo foi sofrível, pelo menos do lado alvi-celeste. Thiago Heleno e Fábio foram os melhores em campo, seguidos daquele que poderia ser considerado o melhor jogador celeste na temporada, pelo menos no quesito REGULARIDADE: Marquinhos Paraná.

Charles foi mal, errou passes e não conseguiu superar a falta de entrosamento no meio-campo, onde Henrique mais uma vez foi uma nulidade, esse já deveria ter sido negociado. Gérson Magrão foi também nulo no 1º tempo, já na 2ª etapa quando parecia que começava a se entender com os companheiros foi sacado pra entrada de Jajá que mais uma vez, também não fez nada.

Jadílson também esteve muito mal, errou passes foi muito pouco ou quase não foi ao ataque e não deu apoio na cobertura defensiva, inclusive o gol saiu em jogada pelo seu setor. Guilherme anulado pela marcação, mais uma vez também teve participação insignificante, ele deveria ter sido sacado para a entrada de Jajá, ele ou Jonathas que, infelizmente é outro que já tendo tido algumas oportunidade não atendeu as expectativas em nenhuma delas.

Neste breve relato podemos perceber que quase todo o time jogou mal, mas não, teve jogador que realmente não deveria nem ter entrado em campo, é o caso do equatoriano Espinoza que atravessa uma fase péssima, neste jogo foi “apenas” mais um em campo, e o pior, jogou com “a camisa do tricolor gaúcho” dando passe para 2 gols perdidos pelo Grêmio. Lastimável.

O Cruzeiro contou com a sorte que seus principais rivais perderam seus jogos (Flamengo e Palmeiras) exceto o próprio Grêmio que agora trocou de posição com o Cruzeiro.


Espinoza, destaque negativo do jogo.
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