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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Muitas mudanças em 2012.


Gilvan de Pinho Tavares
Pois é, parece que quase tudo esta mudando no Cruzeiro de 2012. A começar pelo presidente do clube que tomou posse recentemente e vem agradando demais a Nação Azul,  sobretudo e principalmente no caso do nosso craque da camisa 10 Montillo. Nosso presidente agiu com firmeza e conseguiu de imediato a simpatia da torcida na novela da saída ou não do Montillo. Vamos torcer para que realmente ele tenha feito a coisa certa.

Mais do mesmo
O time paulista, o tal "KURINGÃO", (o queridinho dos jornalistas do eixo) parece que dessa vez, enfim, se deu muito mal. Só de desistências na contratação do Montillo foram duas, e feitas publicamente, um vexame. A segunda desistência se deu de forma, até certo ponto humilhante. Os dirigentes do time gambazino, vieram à BH aumentar a oferta por Montillo e SEQUER foram recebidos pela direção do Cruzeiro. Muito bom... bom demais. É o troco que esses anti-éticos paulistas mereciam depois da confusão que causaram ao terem tentado aliciar o atleta sem antes conversar com o Cruzeiro.

As mudanças do elenco
Vários jogadores já chegaram à Toca da Raposa. Poucos saíram ou foram desligados, mas destes a saída mais importante foi de Farías, emprestado ao Independiente da Argentina. Infelizmente o Cruzeiro ainda arcará com parte do salário do atacante, mas isso é o ônus por ter feito uma má contratação. Chegaram também Diego Arias, colombiano e Walter (ex-Internacional) para o meio e o ataque respectivamente. Outros nomes foram contratados para defesa, meio-campo e Marcos voltou para jogar na lateral.

Mais mudanças
O Clube relançou o programa Sócio Torcedor e mais uma vez obteve a receptividade da Nação Celeste. Em poucos dias 5.000 títulos foram vendidos. Nova carga de 1.000 títulos foi lançada e vendida em um único dia. Agora já temos 6.000 sócios e assim que o Independência for reaberto o Cruzeiro irá lançar novas etapas do programa e com certeza captar mais sócios.
Mas as mudanças continuaram. Até Leandro Guerreiro se livrou daquela cabeleira ridícula... Nesse 2012 nosso blog, que já carecia de uma atenção esta recebendo uma nova roupagem. Melhoramos o conteúdo do blog com a criação de novas páginas como a que conta a história do clube, a que explica como poderemos fazer novas parcerias e a que traz as conquistas do Time Celeste. Tudo isso para agradar e demonstrar nosso agradecimento à Torcida PentaEstelar que nos acompanha desde 2007.

Esperança
Fábio, nesse início de temporada já declarou que o que ocorrem em 2011 tem de servir de lição no Cruzeiro. Nós não podemos em hipótese nenhuma passar novamente pelo que passamos ano passado. O Cruzeiro é um dos poucos clubes brasileiros que jamais caiu para a 2ª divisão, tendo disputado TODAS as edições da competição nacional, da qual é bi-campeão, só para lembrar. Se for levar a ferro e fogo, na verdade, só mesmo o Cruzeiro jamais foi rebaixado, leia o texto desse link aqui e saiba porque.

Que venha então 2012
A sorte esta lançada. Blog renovado, torcida de alma lavada após o vexame de 2011 que terminou com a sonora, histórica e arrebatadora GOLEADA de 6x1, a maior da história do clássico belorizontino, que de quebra aumentou o predomínio Celeste contra as Frangas-Rosas também no Brasileirão. Presidente novo, novos jogadores, ou seja, vamos torcer muito para que não só voltemos a disputar os títulos como vínhamos fazendo nos últimos anos, mas que voltemos a conquistá-los. Bom proveito a todos, usufruam do espaço sem moderação... Sds. Celestes.

sábado, 19 de novembro de 2011

Nação Azul: Vem aí Revista Chocolate!


Clique na imagem para ampliar
Vocês já viram essa novidade? 
A editora Panini lançou sua primeira revista sobre futebol. Chocolate é uma revista jovem, muito gostosa e divertida, recheada de passatempos, posters e diversão de goleada. Futebol já é bom demais, imagina ainda se pudermos ficar super informados de tudo que acontece no mundo da bola e ainda de uma maneira divertida? "Bão dimais" não?
Mascote
A revista conta também com mascotes, mas eles estão sem nome e por isso a Turma Panini  esta pedindo a ajuda de seus leitores para nomear seus mascotes, quer dar seu palpite? Não perca tempo e tente a sorte. Quem sabe seu talento pode ser premiado? Você tem perfil no Facebook? Então não perca, todos os dias tem um ganhador diferente e a ação tem uma duração de 2 semanas, sendo no total 10 ganhadores por dia (a promoção não rola de final de semana). Todo o dia é postada uma imagem diferente no mural e é nessa imagem que as sugestões devem ser feitas, não existe um limite de sugestões.

Mais uma chance de ganhar
Curta a página Oficial da Revista e dê seu pitaco, e o melhor você pode ganhar um Kit Chocolate contendo um exemplar da Revista e uma bola oficial, esta muito fácil ganhar pessoal! Venha conhecer a Revista Chocolate e de um show de Goleada no adversário!


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Desculpem nossa falha

Hoje estamos publicando um texto, exclusivamente para pedirmos desculpas a nossos leitores e principalmente aqueles que comentaram em nosso blog nos últimos meses.

Por alguma obra do acaso, infelizmente, configuramos involuntariamente nosso blog para moderar os comentários. Como o ocorrido foi involuntário, não inserimos no local apropriado para isso, o e-mail para que o Blogger nos avisasse da existência de comentários pendentes. O que ocorreu? Uma pequena catástrofe. Ficamos com mais de 400 comentários retidos.

Entre os comentários retidos inclusive encontrava-se o de um ídolo da Nação Azul, o jogador Roberto Gaúcho, que atualmente é treinador de futebol. O Blog do grande jogador Celeste é o  Roberto Gaucho11 o qual, convido a todos os nossos leitores para visitar.

Eis aqui o comentário do Roberto Gaúcho, que pode ser conferido AQUI:

"Roberto Gaúcho deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Cruzeiro deixa mais uma vitória escapar":
Parabéns pelo blog e seus pontos de vista.
um abraço de um eterno admirador desta nação azul chamada CRUZEIRO ESPORTE CLUBE.
WWW.ROBERTOGAUCHO11.BLOGSPOT.COM
Postado por Roberto Gaúcho no blog Sou Cruzeirense - Blog em 1 de setembro de 2010 10:36"

Só para complementar citamos abaixo as principais e importantes conquistas de Roberto Gaúcho no Cruzeiro:
Copa Libertadores da América: 1997
Supercopa Libertadores: 1992
Copa Ouro: 1995
Copa Master da Supercopa: 1995
Copa do Brasil: 1993 e 1996
Campeonato Mineiro: 1994, 1996 e 1997


Mais uma vez, desculpem-nos.
Sds. Celestes
Carlão.

sábado, 18 de dezembro de 2010

O PROFISSIONALISMO NO BARRO PRETO

Por um convidado ;)

Muitos cruzeirenses citam a década de 1980 como uma das mais terríveis na história da equipe. Ainda que Tobi e Bendelack sejam palavrões em qualquer mesa de discussão, foi na década de 1930 que o time do Barro Preto, ainda com o nome de Palestra, viveu sua maior escassez de troféus.
Após a brilhante campanha do tricampeonato (1928/29/30), os torcedores palestrinos viram, em 1931, seus ídolos Ninão e Nininho irem para o futebol italiano, mais precisamente para a Lazio, de Roma. Junto a eles, Carrazzo voltou para o futebol paulista. O único motivo de alegria, Niginho, outro Fantoni que brilhara pelos gramados do Barro Preto, também foi embora para o clube italiano no ano seguinte.
Em 1933, os cariocas criaram a Liga Carioca de Futebol (LCF), decidindo adotar o regime profissionalista no esporte bretão. Minas Gerais não ficou para trás. Tal adoção fez com que o Palestra tivesse dificuldades em manter seus grandes atletas e receitas em dia, muito devido aos altos impostos cobrados pelo Governo e Prefeitura.
Após dez anos inerte, o time Tricolor (que abandonara o verde absoluto em sua camisa e incluíra faixas vermelhas na horizontal) voltou a ser protagonista. Com Caieira na zaga, Niginho e Alcides no ataque, o antes ponta-esquerda Bengala, não teve dificuldades em comandar aquela equipe rumo ao seu primeiro título na era profissional e último como Palestra.

A CAMPANHA DO CAMPEÃO
Data Adversário Placar Local Gols do Palestra
28/4 Siderúrgica 3 x 1 Barro Preto Caieira e Niginho (2)
2/6 Villa Nova 1 x 0 Bonfim Alcides
9/6 Sete de Setembro 4 x 1 Barro Preto Niginho, Geraldino, Geninho e Carlos Alberto*
23/6 Atlético 2 x 2 Barro Preto Alcides (2)
30/6 América 2 x 3 Alameda Niginho e Geninho
27/10 Siderúrgica 2 x 3 Praia do Ó Niginho (2)
1/12 América 6 x 0 Barro Preto Niginho (3), Nogueirinha (2) e Alcides
8/12 Villa Nova 2 x 0 Barro Preto Nogueirinha e Zama
29/12 Atlético 3 x 1 Lourdes Alcides e Niginho (2)
5/1 Atlético 1 x 2 Barro Preto Dejardes
12/1 Atlético 2 x 0 Alameda Alcides e Niginho


Time base: Geraldo, Caieira, Azevedo, Souza; Juca, Caieirinha, Nogueirinha, Orlando (Carlos Alberto); Niginho, Alcides (Dejardes) e Geraldino (Geninho Técnico: Bengala

Os três últimos jogos contra o Atlético valeram pela final do Campeonato da Cidade de 1940. Essa ficou marcada como a primeira decisão na história dos clubes. Ao todo o Palestra venceu dez decisões (1940, 1967, 1972, 1977, 1987, 1990, 1998, 2004, 2008 e 2009). O rival citadino venceu seis (1954, 1962, 1976, 1985, 2000 e 2007). Em 1973, 1974, 1975 e 1984, o Cruzeiro venceu o rival em confrontos por fases decisivas, mas que não valiam pela final, propriamente dita.
Nessa época o Mineiro era chamado de Campeonato da Cidade.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PALESTRA HEGEMÔNICO – A CAMPANHA DO PRIMEIRO TRI

Por um convidado ;)
Cruzeiro de 1928/1929/1930

Grandes clubes marcaram época no futebol mineiro, mas poucos trouxeram tanto temor ao adversário quanto o Palestra que foi hegemônico no final da década de 1920. O início da montagem do super time começou em 1927, quando seus rivais, já cientes da força do escrete palestrino, buscaram reforços oferecendo cargos no poder público, em um período amador.

Em contrapartida, quatro atletas do Palestra de São Paulo desembarcaram em Minas Gerais. Morganti, Morgantinho, Carazzo e Osti foram os novos nomes que se somaram ao técnico recém contratado, Maturi Fabbi, para reforçar a equipe que se tornou uma das maiores da história do futebol mineiro.

Durante três anos, a bola balançando as redes adversárias eram um costume para os torcedores que lotavam as arquibancadas do estádio do Barro Preto. Somente uma vez o time montado por Matturi Fabbi saiu derrotado. Confira as campanhas e os times base:

A CAMPANHA DO TRI
1928
Data Adversário Placar Local Gols do Palestra
6/5 Villa Nova 3 x 1 Barro Preto Ninão (3)
3/6 Sport Calafate 11 x 0 Barro Preto Bengala (4), Zezinho e Ninão (6)
17/6 Alves Nogueira 14 x 0 Barro Preto Ninão (10), Bengala (3) e Zezinho
8/7 Sete de Setembro 9 x 1 Barro Preto Ninão (3), Bengala (4) e Zezinho (2)
5/8 América 6 x 4 Barro Preto Ninão (4), Bengala e Zezinho
12/8 Guarany 11 x 1 Barro Preto Nereu, Ninão (4), Bengala (4) e Zezinho (2)
2/9 Atlético 0 x 2 Barro Preto -
11/11 Alves Nogueira 8 x 1 Barro Preto Ninão (4) e Bengala (4)
25/11 Sete de Setembro 2 x 2 Barro Preto Zezinho (2)
2/12 Sport Calafate 6 x 1 Barro Preto Bengala (2), Piorra, Zezinho, Ninão e Eduardo (contra)
9/12 América 2 x 1 Estádio do América Bengala e Ninão
16/12 Atlético 2 x 2 Barro Preto Armandinho e Ninão
23/12 Palmeiras 11 x 1 Barro Preto Armandinho (2), Ninão (4), Bengala (4) e Zezinho
6/1/1929 Villa Nova 6 x 1 Bonfim Bengala (4) e Ninão (2)

Time base: Albino (Geraldo), Nereu, Rizzo; Bento, Pires, Nininho; Piorra (Osti), Ninão, Zezinho, Armandinho e Bengala Técnico: Matturi Fabbi

Curiosidade

O Atlético não aceitou o título palestrino e tentou levá-lo no tapetão. Conseguiu uma denúncia contra o atleta Carazzo, vinda da Federação Paulista, de que o jogador não cumprira seu estágio no Palestra Paulista, o que deixou o título sob júdice. Seis meses mais tarde, foi comprovada a farsa, montada por um funcionário da Federação ligado ao Corinthians que buscava prejudicar o arqui-rival paulista.

1929
Data Adversário Placar Local Gols do Palestra
5/5 Alves Nogueira 12 x 0 Barro Preto Bengala (4), Ninão (5), Piorra e Zezinho (2)
26/5 Guarany 7 x 2 Guarany Barro Preto Piorra, Ninão (2), Bengala e Zezinho (3)
9/6 Atlético 3 x 1 Antônio Carlos Ninão e Bengala (2)
23/6 Sport Calafate 3 x 0 Barro Preto Armandinho e Bengala (2)
30/6 Sete de Setembro 5 x 3 Barro Preto Zezinho, Ninão (2), Bengala e Armandinho
7/7 América 3 x 0 Estádio do América Ninão (2) e Bengala
28/7 Palmeiras 8 x 0 Barro Preto Ninão (4), Carazzo, Zezinho (2) e Bengala
11/8 Alves Nogueira 11 x 0 Barro Preto Bengala (2), Carazzo (2) Piorra (2), Ninão (3), Zezinho e Nereu
18/8 Santa Cruz 10 x 2 Barro Preto Carazzo (3), Bengala (4) e Ninão (3)
25/8 Guarany 8 x 1 Barro Preto Ninão (4), Zezinho (3) e Carazzo
8/11 América 3 x 1 Barro Preto Armandinho (2) e Ninão
17/11 Atlético 5 x 2 Barro Preto Ninão (2), Armandinho, Bengala e Binga (contra)
24/11 Sete de Setembro 5 x 0 Barro Preto Ninão (4) e Carazzo

Time base: Geraldo (Armando), Nereu (Para-raio), Rizzo; Bento, Pires, Nininho; Piorra, Ninão, Carazzo (Zezinho), Armandinho e Bengala Técnico: Matturi Fabbi

Curiosidade
Tamanha era a habilidade daquele time—campeão com 100% de aproveitamento—, que ficou conhecido como “time-poesia”.

1930
Data Adversário Placar Local Gols do Palestra
20/4 Palmeiras 11 x 0 Barro Preto Ninão (4), Bengala (4), Carazzo, Armandinho e Pires
27/4 Sport Calafate 6 x 0 Barro Preto Ninão (4), Niginho e Carazzo
4/5 Villa Nova 3 x 2 Bomfim Bengala, Pires e Ninão
31/5 Atlético 2 x 1 Antônio Carlos Piorra e Carazzo
8/6 Guarany 3 x 0 Barro Preto Carazzo (2) e Nininho
15/6 Barro Preto 4 x 1 Barro Preto Bengala (2), Piorra e Pires
29/6 Sete de Setembro 3 x 1 Barro Preto Bengala (2) e Malleta
13/7 Palmeiras 12 x 0 Barro Preto Nininho (3), Malleta (6) e Bengala (3)
20/7 Sport Calafate 3 x 1 Barro Preto Carazzo (2) e Calixto
27/7 Villa Nova 5 x 1 Barro Preto Bengala (2), Niginho (2) e Carazo
3/8 Guarany 8 x 0 Ninão (4), Carazzo (2) e Bengala (2)
10/8 Sete de Setembro 8 x 0 Ninão (4), Carazzo (3) e Armandinho
31/8 América 2 x 0 Alameda Ninão e Piorra

Time base: Geraldo (Catalano), Nereu (Cicarelli), Rizzo; Bento, Pires, Nininho; Piorra, Ninão, Carazzo (Malleta), Armandinho (Niginho) e Bengala Técnico: Matturi Fabbi
Curiosidade
Uma determinação da Liga dava o direito ao Palestra da posse definitiva da Taça Campeão da Cidade. Ainda assim, o presidente da Liga, Aníbal Matos, que “coincidentemente” era presidente alvinegro, tentou melar a entrega. Como provocação, os presidentes do time do Barro Preto acabaram expondo a bola da goleada de 5 x 2 sobre o rival de Lourdes. Posteriormente a taça foi entregue.


Escudos do Cruzeiro - Palestra e o atual.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A primeira página heróica

Por um convidado ;)
Time do Cruzeiro de 1923 que enfrentou o Flamengo

Cruzeiro de 1926
Com esse texto, iniciamos hoje uma série de artigos sobre o Cruzeiro escritos por um jornalista convidado pelo blog.
Este que narra a Primeira Página Heróica na História do Cruzeiro Esporte Clube abre a série e nos deixa muito ansiosos pelos próximos textos. Os textos serão publicados uma ou duas vezes por semana. Esperamos que gostem.
A Serra do Curral não era mais limite para o time de italianos que surgira a 2 de janeiro de 1921. As vitórias e grandes duelos que travou contra grandes “teams” da época, como o Flamengo, romperam as barreiras do estado. Tanto que o Palestra foi convidado, em abril de 1926, a disputar um amistoso contra o Caçapavense, que tinha jogadores da Seleção Paulista, na cidade do adversário, o que se tornou o primeiro compromisso do Palestra fora de Minas.
Como a LMDT (Liga Mineira de Desportos Terrestres) não gostou do convite, vetou a presença do clube do Barro Preto, alegando coincidência de datas. Ainda assim, o presidente palestrino, Braz Pelegrino, não sucumbiu aos cartolas da entidade, autorizando a viagem. No retorno à Belo Horizonte, o Palestra foi suspenso por seis meses, ou seja, estava fora do Campeonato da Cidade daquele ano.
Não fugindo à briga, o time de imigrantes italianos fundou outra liga, a Associação Mineira de Esportes Terrestres (AMET). Com calendário próprio (Torneio Início, Torneio da Boa Imprensa e Campeonato da Cidade), além de reconhecimento da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), a entidade teve maior número de filiados que a LMDT. Os filiados eram: Minas Geraes, Avante, Olympic (não é o de Barbacena), Fluminense, Grêmio Ludopédio e Santa Cruz.
Todos os títulos foram conquistados pelo Palestra. No Campeonato da Cidade, o time do Barro Preto brilhou, vencendo todas as partidas, inclusive a último sobre o Grêmio Ludopédio, por 10 a 1. A imprensa da época destacou a vitória do time rubro-verde. Ainda assim, só em 1998 que a Federação Mineira de Futebol reconheceu o primeiro título do Palestra.
A base campeã contava com: Geraldo (Carvalho), Para-raio, Rizzo; Cicarellinho, Porfírio, Nininho; Piorra, Bidim (Nery), Ninão, Bengala e Armandinho. 


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