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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Adílson Batista pede mais respeito ao Cruzeiro

Em desabafo, Adilson Batista sai em defesa do Cruzeiro e cobra respeito

Treinador ressalta histórico de conquistas do clube e reclama de suposto tratamento diferenciado por parte da imprensa em relação ao rival Atlético

Marcelo Machado -Belo Horizonte


Foto: Vipcomm

Apesar do desabafo, Adilson Batista demonstrou bom humor na entrevista coletiva desta sexta-feira.

Muito descontraído durante a entrevista coletiva que concedeunesta sexta-feira, na sala de imprensa da Toca da Raposa 2, o técnico Adilson Batista aproveitou para fazer um desabafosincero e esquentou ainda mais o clima para o clássico contra o Atlético-MG, neste sábado, às 17h (de Brasília), no Mineirão, pela sexta rodada do Campeonato Mineiro. Questionado se sentia algum tipo de restrição ou mesmo raiva em relação ao arquirrival, contra quem tem um retrospecto amplamente favorável pelo Cruzeiro, Adilson, que jogou pelo Galo nos anos 90, negou qualquer sentimento negativo quanto aos clube alvinegro.
- Tenho respeito, trabalhei lá. Acho que devemos respeitar a instituição por onde passamos. Fui bem tratado pelo presidente Afonso Paulino (dirigente do Atlético em 1994), honraram com os compromissos. Mas eu tenho de vivenciar onde eu estou. Nada contra (o Atlético) – iniciou o técnico cruzeirense.

Mas a pergunta serviu de faísca para que o comandante desse uma resposta mais ampla e iniciasse um desabafo. Sem especificar seus alvos, ele reclamou.

- Tem uma turma que, às vezes, gosta de falar do outro lado e esquece a tradição, quem chega, quem ganha, quem conquista, quem é respeitado. Isso, às vezes, machuca um pouquinho. Então, eu tenho que também dar cutucada, provocar, porque às vezes é bom uma turma ouvir.

saiba mais
Ainda sem identificar a tal “turma”, o técnico cobrou respeito ao Cruzeiro e fez questão de dizer que a Raposa é um clube de importantes conquistas, apesar de não ter completado ainda cem anos de fundação, já que surgiu em 1921.

- O Cruzeiro merece respeito, ser tratado com dignidade pela história construída, e não tem cem anos. Se você vai a qualquer parte aí, e nós que conversamos no meio (sabemos), jogar contra o Cruzeiro é uma coisa, meu amigo. As pessoas têm respeito pelo Cruzeiro.

O técnico, dando sequência à sua resposta, voltou a deixar claro que não tem obsessão em derrotar o Atlético, e reclamou de um suposto tratamento diferenciado dado pela mídia ao rival.

- Não tem essa ganância, essa vontade de ganhar do time de grande parte da mídia, que gosta do Atlético. Eu acho
que muita gente da mídia tem raiva do Cruzeiro, ódio. Isso é o que eu penso. Eu, não. Eu sou profissional, respeito o outro lado, mas eu vejo grande parte da mídia que tem ódio do Cruzeiro, porque o Cruzeiro incomoda muita gente. Não é fácil chegar em quatro (finais de) Libertadores, disputar Mundial, chegar em Brasileiro, disputar Copa do Brasil. Isso não é para qualquer um não, meu amigo – desabafou Adilson Batista.

O técnico, então, voltou a cobrar da imprensa uma postura diferente em relação ao Cruzeiro.

- As pessoas, quando vêm enfrentar o Cruzeiro, vêm com respeito. E, às vezes, eu não vejo isso por grande parte da imprensa. Tem muito profissional, sim, mas eu vejo muita gente que veste a camisa (do Atlético). Parece que o Cruzeiro é um (motivo de) ódio para eles. Por quê? Está sofrendo há muito tempo? – ironizou o treinador.


Por fim, ao ser questionado mais uma vez se gostava de ganhar do Atlético, o técnico finalizou.- Eu gosto do Cruzeiro. Ganhar é gostoso, ou não?

Essa matéria foi retirada do site do Globo Esporte, clique aqui para acessar o site.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

De volta à triste realidade


Leonardo Silva Gol

Graças ao trabalho de lavagem cerebral promovido pela Galopress desde o início do Campeonato Mineiro 2009, a torcida atleticana foi ao Mineirão no último domingo acreditando que seu time seria capaz de segurar a máquina celeste, desta vez na sua versão full power.

O Galo, segundo nossa sempre incauta imprensa mineira, estava numa “crescente” e sem perder a 13 jogos, sendo a última derrota exatamente para o Cruzeiro, na primeira fase do campeonato mineiro. O problema, que a Galopress obviamente fingia ignorar para aumentar as esperanças do lado alvinegro, era que nestes 13 jogos o Galo jogou apenas contra times do interior de Minas, contra o horroroso Itabaiana de Sergipe e contra o Guaratinguetá, time recém-rebaixado para a Segunda Divisão do Campeonato Paulista.

Como se fala que um time está numa crescente tendo tais adversários como parâmetros? Se o Galo tivesse vencido as setes partidas por goleadas exorbitantes ou estivesse poupando jogadores, tudo bem. Todavia, os alvinegros sofreram para vencer alguns destes compromissos: no primeiro jogo contra o Guaratinguetá, só empataram porque o juiz arranjou um penâlti ridículo sobre o Tardelli. Contra o Rio Branco, nas semifinais do Mineiro, venceram os dois jogos mas o que se viu foi uma avalanche de gols perdidos pelo time de Andradas.

Para o desespero da imprensa galista, todos os esforços de alçar o time alvinegro para um nível superior tem esbarrado na solidez cruzeirense. Foi assim no Torneio de Montevidéu, na primeira fase do Mineiro e agora nas Finais. No Uruguai, a desculpa foi que o time estava desentrosado; na primeira fase foi a arbitragem. O que a Galopress usará como desculpa para os 5×0 de ontem? A ausência do Éder Luís e do Renan Oliveira? Ou talvez o fato de Fabiano e Élder Granja não poderem jogar no Mineiro? Será que os galináceos não desconfiarão que estavam sendo iludidos todo o tempo pela imprensa alvinegra?

Só para dar um exemplo: no jornal mais famoso das Gerais, na seção onde são dadas notas para as atuações dos jogadores, o lateral esquerdo Júnior (que deveria virar nome de avenida em BH) ganhou nota 6 e a seguinte descrição para sua atuação: “Um dos poucos lúcidos no lado alvinegro. Defendeu, desarmou e armou jogadas.” Tenho de admitir que Júnior realmente tentou criar alguma coisa, mas dizer que ele desarmou e defendeu? Será que quem escreveu o texto não percebeu que o Cruzeiro passou praticamente o jogo todo atacando pela esquerda da defesa atleticana? Será que ele não viu que nos dois gols do Jonathan o Júnior sequer estava lá para dar combate?

Outro ponto é o endeusado Tardelli, que chegou como o Redentor Alvinegro, aquele que quebraria a sequência cruzeirense. É um jogador inteligente e habilidoso e que jogou sozinho no ataque ontem. Porém, ficou claro que quando marcado por defensores de qualidade, some em campo. Já enfrentou o Cruzeiro 3 vezes este ano (nas outras duas tendo a companhia do Éder Luís, para evitar qualquer contra-argumento dos alvinegros) e nunca conseguiu desequilibrar. É, sem sombra de dúvida, o melhor jogador do Atlético, mas acreditar que somente ele levará o Atlético a grandes conquistas é forçar a barra.

Já no que diz respeito ao duelo dos técnicos, Adílson Batista destruiu o esquema de Emerson Leão. Usou e abusou da avenida Júnior e da rapidez do meio-de-campo cruzeirense para envolver a frágil defesa atleticana. Neutralizou bem as poucas armas do Atlético e acabou com o jogo quando os galináceos tentaram vir para cima. Esperemos para ver o que a mídia esportiva falará sobre isso, ela que caiu de pau no Adílson nos últimos dias, principalmente depois que o Galo terminou a primeira fase como líder.

Mais um problema para a Galopress: sem o título do Mineiro, as únicas chances do Atlético de conquistar um título este ano serão na Copa do Brasil e no Brasileiro. Na primeira competição,  os alvinegros se quiserem ser campeões terão de passar pelo menos por um destes times: Corinthians, Internacional-RS, Flamengo ou Fluminense.
Na segunda, a coisa piora porque aí entram Cruzeiro, São Paulo, Palmeiras, Sport e Grêmio, que estão disputando a Libertadores. Será que vão os jornalistas serão capazes de afirmar que com este elenco (já incluindo Fabiano e Élder Granja), o Galo tem chances de ser campeão?

Na minha opinião, a imprensa tendenciosa vai apelar novamente para a “paixão cega” do torcedor atleticano e para o mito de que a massa ama o time, não importa o que aconteça. E tentar levar a lavagem cerebral adiante.

Vamos ver até quando isso dura.

Written by Eduardo Rodrigues - Abril 27, 2009 às 9:03 pm

Publicado originalmente no Blog Miscelânea.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Cruzeiro massacra o rival local 5x0, de novo!

O Massacre e a Galopress

Não foi surpresa, não foi algo espetacular. Já se tornou ROTINA o Cruzeiro vencer seu rival LOCAL pelo placar de 5x0 nas finais do Mineiro.

Não tem nada de novo no jogo de ontem que possa merecer maior destaque. O Cruzeiro jogou sozinho, impôs o seu ritmo de jogo e saiu tranquilamente com uma vitória ACACHAPANTE e que lhe dá muita tranquilidade para o último jogo da final.

De novo o que há é a postura da GALOPRESS que agora forçada pelo BOICOTE e pela própria situação, começa a falar as verdades que não estiveram estampadas nas manchetes de noticiários radiofônicos e jornalísticos. O TIME DO CRUZEIRO TEM UMA SUPERIORIDADE INDISCUTÍVEL perante seu RIVAL LOCAL.


Até o rodízio de Adílson Batista, suposto motivo de grande perseguição ao técnico, foi elogiado por alguns membros da Galopress, algo tão questionado até então. Impressionante!
Alguns membros desta imprensa imbecil (que só contribui para diminuir o futebol mineiro), ainda atordoados com a saraivada de gols, sem conseguir raciocinar, teimavam em reforçar que o jogo foi vencido pelo time Celeste, mas que a superioridade Azul se impôs somente no 2º tempo, como se o time de Vespasiano tivesse conseguido a proeza de jogar de igual para igual com o Cruzeiro. Isso não houve definitivamente. O Cruzeiro saiu vencendo já no 1º tempo e só não fez mais porque, por estratégia própria queria promover o massacre somente no 2º tempo, para matar o jogo.


A Torcida


Cadê a tal "MASSA"??? Aos 16min do 2º tempo já abandonavam o estádio, CADÊ A PAIXÃO??? A Nação Azul mais uma vez deu sua parcela de contribuição.

Muito se fala na tal "Massa alvinegra", a imprensa mineira (PIG=GALOPRESS) CRIOU esse mito e o vem sustentando desde então. Na impossibilidade de comemorar títulos e conquistas eles acharam algo pra se vangloriar, criaram a LENDA DA PAIXÃO DA MASSA. Houve uma verdadeira operação de urgência para se esconder que a MAIORIA NO MINEIRÃO ERA AZUL. Não se ouviu no rádio, nem na tv, não se leu nos jornais nem nos sites da GALOPRESS que a China Azul comprou a maior parte dos ingressos, como hoje com certeza não iremos ouvir que a "massa" (podre) ABANDONOU SEU TIME à partir dos 3x0, o que se deu aos 16 minutos do 2º tempo.


O Jogo

Kléber, o Gladiador, muito provocado, mas em mais um jogo marca seu gol e se mantém na linha.

Leonardo Silva a grande revelação Celestes marcou o 2º gol da tarde e...

o 3º também 6 minutos depois.
Foi jogo de um time só. Desde o 1º tempo, quando acharam que o Atl Mineiro teria suportado o poderio técnico superior do Cruzeiro, o time Celeste dominou o jogo. Fábio só fez uma defesa durante o jogo inteiro. Mas a crônica esportiva mineira viu um jogo equilibrado na etapa inicial. Vendo os lances isso pode ser comprovado, só deu Cruzeiro. Numa bela jogada de Wágner que deu um passe de calcanhar para Kléber, o gladiador abriu o placar.


Jonathan, destaca-se pelo amor à camisa celeste e pela raça...

seu trabalho incansável foi premiado com 2 belos gols.

No segundo tempo, segundo inclusive declarações do lateral Jonathan o Cruzeiro veio decidido a aumentar o placar e reverter definitivamente a vantagem que o rival tinha no campeonato. Veio determinado e não demorou pra começar a perpetuar o MASSACRE. Aos 10 min Leonardo fez seu 1º e aos 16 seu segundo gol no jogo. Depois aos 34 e aos 41 Jonathan decretou os números finais do placar 5x0.

O time jogou muito bem, Wagner realmente voltou da contusão com outra postura em campo, esta voltando a ser aquele jogador talentoso
que conhecíamos. A defesa nem teve muito trabalho, Tardelli o idolátrado da galopress jogou (?) sem marcação individual e mais uma vez não teve atuação decisiva contra o Cruzeiro. No meio campo M. Paraná novamente deu um show de obediência tática e qualidade tanto marcando como ajudando a armar jogadas.


Na minha humilde opinião quem ainda destoa um pouco é o Fabrício. Ele ainda não reencontrou seus melhores dias, no ano passado seu desempenho era bem superior ao deste ano.
Na lateral Gérson Magrão foi muito bem, tanto defensivamente como na participação ofensiva.

Hoje 27/04/2008 faz exatamente um ano que o Cruzeiro promoveu a maior goleada da era Mineirão em clássicos, ontem 26/04/2008 o Cruzeiro repetiu a dose e mais uma vez humilhou seu combalido rival local.

Não fossem as falcatruas da arbitragem mineira em 2007 o time de Vespasiano já estaria a 9 anos sem ganhar um único título na 1ª divisão. Com arbitragem de fora de Minas, tá difícil do time abelhudo conseguir algo mais que um vice-campeonato.


O Juiz

Injusta e equivocada a expulsão do craque Ramires, prejuízo para a torcida no próximo jogo.

Realmente é muito clara a diferença de termos um juiz descompromissado com clubes ou federações de Minas. A vitória sempre será de quem jogar melhor, e é isso que temos visto por 2 anos consecutivos. O Cruzeiro não pode NUNCA mais aceitar arbitragem mineira em seus jogos, principalmente em semi-finais e finais do Campeonato. Fica claríssima essa situação.

Mas como todo árbitro, principalmente os brasileiros, Paulo César de Oliveira errou ontem. Errou na distribuição de cartões. Deixou de dar alguns cartões e deu outros erradamente. O caso mais grave é a expulsão de RAMIRES com um vermelho, quando o volante só esboçou um revide a uma forte agressão, sendo que o agressor, recebeu somente um amarelo, vejam quanta antagonismo. No mínimo deveria ser o contrário, vermelho direto para o zagueiro zebrado e amarelo para Ramires.



O Mineirão é azul: 1500 Jogos



Ontem com o massacre Celeste o Cruzeiro completou 1500 jogos atuando no Mineirão, também chamado de Toca III. Desde a inauguração do gigante da Pampulha, o Cruzeiro vem se firmando como no cenário do futebol mundial como um grande clube. Coincidiu com a inauguração do estádio a escalada do Clube Estrelado de 2º lugar em Minas para ser icontestavelmente o Maior de Minas e um dos mais respeitados do Brasil.

Veja os números do Cruzeiro no Mineirão:

Jogos – 1.500
Vitórias – 934 (62,2%)
Empates – 339 (22,6%)
Derrotas – 227 (15,2%)
Gols marcados – 3.026
Gols sofridos – 1.201
Saldo de gols – 1.825


Maiores públicos:

Maior público presente – 132.834 pessoas (Cruzeiro 1 x 0 Villa Nova, em 22/06/1997, pelo Campeonato Mineiro)
Maior público pagante – 123.351 pessoas (Cruzeiro 1 x 0 Atlético-MG, em 04/05/1969, pelo Campeonato Mineiro)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Cruzeiro se garante na final vencendo mais uma


Wanderley, destaque no jogo com um gol e uma ótima atuação.

Outro destaque do jogo, um gol e também uma ótima atuação: Leonardo Silva.

Jogo morno que teve o primeiro tempo sem gols nem grandes emoções. Já na segunda etapa o Cruzeiro começou com um apetite de gols incontrolável tanto que aos 11 minutos Wanderley abriu o marcador. Não demorou nada e Leonardo Silva numa arrancada mortal deu um belo chute e aos 13 marcou o 2º do Cruzeiro.

O jogo voltou a ficar morno, mesmo com uma maior participação ofensiva do Cruzeiro. Aliás a proposta do Ituiutaba era de não ser goleado. Jogou o tempo todo para se preservar de um massacre Azul.

A volta de Wagner que ontem tava com novo visual e com nova postura em campo, chamando a responsabilidade para si, foi muito positiva. O meia celeste jogou demais e a continuar assim voltará a ser ídolo da torcida.

Outro que foi muito bem é o jovem atacante Wanderley. Lutou o tempo todo e acreditou em todas até ser premiado com o gol. Foi um dos melhores em campo.

Apesar de deixar de marcar um pênalti em Elicarlos (aos 39 do 1º T), a arbitragem de Leonardo Gaciba foi muito boa, não há como negar que nossa arbitragem tem muitas deficiências e ainda mais que trabalhava sob pressão das denúncias não provadas do dirigente emplumado.

O Cruzeiro tem um importante compromisso nessa quarta-feira contra o Deportivo Quito no Mineirão, jogo que além de decidir a classificação Celeste para a próxima fase da Libertadores, pode dar ao Cruzeiro o 1º lugar do grupo.

Avante Cruzeiro!

Galopress:

Ontem a torcida voltou a demonstrar sua insatisfação com a conduta de parte da imprensa mineira. Com gritos e faixas a torcida mostrou sua indignação. Corroborando o que temos sempre dito por aqui, foi criado um site só para tratar do BOICOTE À GALOPRESS. Nosso Blog/Site não só apóia o movimento como trabalha intensamente para divulgá-lo também. Sou Mais Cruzeiro, clique e visite o site deixando sua manifestação.

Abaixo algumas fotos de ontem na Toca III onde vemos as faixas que a torcida levou:

A indignação do torcedor com uma emissora e um grande jornal.

Nessa torcedores pedem ao Alberto Rodrigues narrador respeitado e querido pela
torcida cruzeirense para ir para a rádio CBN.

O boicote anunciado e que tá tendo grande adesão.


ECOS DO MOVIMENTO: BOICOTE À GALOPRESS

Em seu blog o jornalista Marcos Guiotti comentarista da Rádio Globo fala sobre o tratamento diferenciado da imprensa aos dois times da capital, clique aqui e leia.

sábado, 18 de abril de 2009

BOICOTE JÁ A GALOPRESS!


O Blog/Site Sou Cruzeirense já aderiu. E você?????????????????

Salve a figura acima ou a que esta na barra lateral do nosso blog e participe da campanha.
Visite o site que foi criado para falar do BOICOTE A IMPRENSA GALISTA.


Sou mais Cruzeiro

Clique e visite agora!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Analisando a reposta da AMCE à polêmica entrevista de Adílson Batista

Para melhor entender clique aqui e leia a nota da AMCE - Assoc. Min. dos Cron. Esportivos
Leia também a íntegra da entrevista de Adílson no Blog do Cosme Rímoli.
Você também pode ler nosso post anterior sobre o assunto clicando aqui.
Leia também a análise que o Jornalista Henrique Ribeiro faz da Nota da AMCE.
Conheça a opinião do Blogueiro Jorge Santana e de seus leitores.

A nosso ver a resposta da AMCE a Adílson Batista não pode ser levada em consideração devido à grandes e imperdoáveis equívocos que nela estão contidos.

A carta contém termos popularescos, o que deveria ser impossível de se encontrar numa NOTA OFICIAL de uma entidade que representa JORNALISTAS: " Isso é se achar demais."

Possui erros que passaram por falta de uma simples REVISÃO, algo IMPERDOÁVEL em se tratando de uma NOTA OFICIAL de uma entidade que representa JORNALISTAS: -1- "Ao contrário do que ele pensa, sempre ouço dos próprios torcedores que a campanha na Libertadores é boa, “apenas do treinador”,. Ele com certeza queria dizer APESAR do treinador.
-2- “acabou saindo mesmo depois de conquistar o tricampeonato da Libertadores para o Cruzeiro” a entidade dos JORNALISTAS esta desinformada ao dizer que o Cruzeiro é tri da Libertadores.

Quando Cruz cita que “Jornalistas consagrados, com muito, mas muito mais experiência do que ele frequentam diariamente a Toca” ele é quem se equivoca pois, utilizando uma expressão que ele mencionou “quer jogar na vala comum” JORNALISTAS e TÉCNICOS, quer fazer acreditarmos que JORNALISTAS são mais experientes e entendem mais do futebol que o técnico. Pode até ser que eles entendam muito, mas JORNALISTA é JORNALISTA e TÉCNICO é TÉCNICO, cada um na sua função, NÃO HÁ COMO COMPARAR UM COM OUTRO.

Cruz ainda cita que “Batista se esquece, também, que ele só se tornou pessoa pública porque sempre tinha um profissional da imprensa, sob sol ou chuva, falando de seu trabalho. “ Mas gente esse não é MESMO o papel do JORNALISTA. Será que Adílson tem de ser AGRADECIDO aos JORNALISTAS por ser conhecido no MEIO DO FUTEBOL? O TÉCNICO TEM DE SER AGRADECIDO PORQUE OS JORNALISTAS CUMPRIRAM SEU PAPEL?
Tenham certeza, o reconhecimento que ADÍLSON BATISTA tem no FUTEBOL foi construído por seus MÉRITOS e NUNCA por reportagens e textos de JORNALISTAS somente. Se os JORNALISTAS reportaram o que aconteceu em sua carreira com fidelidade NÃO FIZERAM MAIS QUE A SUA OBRIGAÇÃO e POR ISSO Adílson é RECONHECIDO.

Pelo que reporta em sua carta Cruz não reconhece o direito do treinador em fechar para a imprensa alguns treinamentos pois diz que ” os treinos que realmente interessariam são fechados” e demonstra claramente não concordar com isso. ESSA É UMA OPÇÃO QUE SÓ CABE AO TREINADOR DECIDIR, a imprensa pode até pedir, MAS O TÉCNICO TEM ESSE DIREITO, isso é parte do TRABALHO DELE e só ELE pode decidir abrir ou não os treinos para a IMPRENSA.

O presidente da AMCE ainda questiona quanto à qualidade do técnico ao dizer que “Qualidade se mostra na prática, nas escalações, nas substituições, com títulos importantes”, e desta maneira ele parece não ter conhecimento dos números de Adílson no Cruzeiro, números que demonstram que este é um dos melhores técnicos que passou pelo clube nos últimos anos. Os títulos importantes ainda não vieram, realmente, mas o tempo ainda é curto. Só pra exemplificar o último grande conquistador de títulos no Cruzeiro, ficou cerca de 01 ano e meio no clube, MESMO ASSIM não há como comparar as duas passagens e Adílson está no Cruzeiro há pouco mais de um ano.

Cruz ainda julga Adílson imputando-lhe um termo forte pra impressionar os leitores ao dizer “O tom arrogante revela o desconhecimento do treinador quanto ao trabalho da imprensa”. Não há arrogância nas palavras do técnico, muito pelo contrário o que se vê é o puro sentimento de desabafo.

Cruz usa também um tom ameaçador em certo trecho da carta: “Talvez, por saber que o caldo seria mais grosso, Batista não ataca as empresas, direcionando sua ira para os jornalistas. “
Depois dessa “ameaça” Cruz faz arguições totalmente descabidas.

“A imprensa também o respeita muito mais do que ele parece merecer.” Essa ele poderia demonstrar pra gente, como será que ele chegou à essa conclusão.

Por fim ele parece querer “jogar uma praga” ao time quando fala que “é preciso que ele tenha o cuidado de não transferir para seus jogadores esse sentimento de insegurança, negativo, às vezes maquiavélico”.

Com esta Carta-Resposta nós podemos concluir que as coisas em Minas não vão mudar, isso se depender de quem esta no comando da classe jornalística e das empresas de comunicação de Belo Horizonte.

Cabe à nós, torcedores do Cruzeiro nos mobilizarmos, boicotarmos se for preciso essa imprensa que tem COM CERTEZA muita má vontade com o CRUZEIRO. Cobrar, enviar e-mails a anunciantes e redações e vigiar constantemente a divulgação de notícias com mensagens subliminares a arma mais usada pela “galopress”.

FORÇA CRUZEIRO.

terça-feira, 31 de março de 2009

Entrevista de Adilson esclarece muita coisa


Adílson Batista, mais uma vez fala verdades sobre nossa imprensa.

O que sempre dissemos aqui, agora foi dito por um JORNALISTA de FORA DE MINAS. O Blog do Cosme Rímoli, publicou na última 2ª feira, 30/03 uma ótima entrevista com Adílson Batista. Alí todos poderão entender como se forma a opinião de torcedores contra o técnico e por tabela contra a Instituição Cruzeiro Esporte Clube.

"Eu fui jogador de time grande, fiz estágios, estudei, peguei time pequeno, cresci, cheguei ao Cruzeiro.

E é duro ver meninos falando bobagens no microfone, criticar seu trabalho sem ter a menor noção do que diz.

Eu dou treino na Toca da Raposa e a grande maioria dos jornalistas fica lanchando e conversando.

E depois ainda tem coragem de comentar o que não viu.

Isso me irrita muito",
desabafou hoje ao Blog do Cosme Rímoli ( Cosme Rímoli, nasceu na cidade de São Paulo. Tem 47 anos, Ganhou seis prêmios como melhor repórter de jornalismo impresso pela Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo – 2000, 2001, 2005, 2006, 2007 e 2008.)

Noutro trecho ele fala do quanto é difícil ter de suportar a pressão natural para quem ocupa o cargo e ainda ter que conviver com a falsidade de membros da imprensa de BH:
"Comandar um grupo. Ser cobrado pela diretoria.

Tudo isso para vir um menininho de 18 anos, ganhando R$ 500,00, falar um monte de bobagens na rádio.

Nada quanto ao salário baixo, mas pela falta de experiência do garoto, que beira a irresponsabilidade de quem o colocou lá.

Milhões de pessoas que escutam, não têm a menor idéia das bobagens que estão ouvindo."
 

Mas Adílson não se diz amedontrado com a campanha Anti-Adílson-anti-Cruzeiro:

"A imprensa começou a me atingir para atingir o clube, a diretoria do Cruzeiro.

Isso vale até hoje. A campanha na Libertadores é ótima. No Campeonato Mineiro também.

Mas isso não interessa. O bom é fazer tudo para abalar o ambiente, mexer com o grupo.

Só que eu não vou deixar. Eu enfrento. Não tenho medo, não."

Sobre o desconhecimento dos jornalistas sobre o futebol Adílson disse:

"Ganhamos em Sucre. Mas nove de dez perguntas foram feitas para falar sobre a expulsão do Kléber.

Hoje querem mais é tumultuar, bagunçar para vender jornal.

Falar sobre tática ninguém fala. Até porque a imprensa de um modo geral não entende de futebol, não entende o que faz.

Isso reflete na torcida. O torcedor não tem confiança no time, no técnico, por causa de pessoas que não sabem o que estão falando."

Sobre o Camp. Mineiro e a rivalidade citadina Adílson falou o que todo Cruzeirense sensato gosta de ouvir, traduzindo para a linguagem popular ele acha que não devemos nem tomar conta da existência do time de Lourdes:

"O Campeonato Mineiro pode te atrapalhar na Libertadores?

Eu sou transparente. Se tiver as finais do Mineiro e a chance de chegar às semifinais da Libertadores da América, eu não penso duas vezes.

E poupo os titulares no Campeonato Mineiro. Assim, sem esconder nada de ninguém.

A Libertadores é muito mais importante para mim, para a diretoria, para o torcedor. E a imprensa pode dizer o que quiser.

Não estou no Cruzeiro para brigar apenas pela rivalidade com o Atlético Mineiro como muito jornalista quer.

Eu desejo muito mais para o clube do que o campeonato estadual.

As pessoas precisam aprender a pensar grande na vida."


Quem quiser ler a entrevista toda, entre aqui (clique) e procure pela publicação de 30/03/2009. Leiam também os comentários dos leitores.

Todos nós temos consciência que uma entrevista como essa com certeza vai acirrar ainda mais o ânimo dessa turma de jornalista amadores, mas não tem porque não enfrentarmos essa situação, afinal se não brigarmos nunca veremos nosso Cruzeiro ser respeitado como se deve pela Galopress.

Muito já falamos aqui sobre essa conduta de parte de nossa imprensa esportiva, mas nunca é demais falar sobre isso, já que não será fácil conseguirmos extirpar esse CÂNCER de nossa imprensa.

Convocamos a Nação Azul para se organizar e participar de um boicote aos órgãos principais da imprensa de BH. Se não conseguirmos mudar a postura deles poderemos pelo menos conseguir que percam alguns de seus anunciantes, afinal ninguém quer veicular sua propaganda num veículo que a MAIORIA (maioria é AZUL em Minas) da população o reputa como antipático.

Vamos enviar e-mails, comentar em blogues que estaremos boicotando esses órgãos e com certeza os afetaremos pelo único lado que talvez lhes seja sensível, a sobrevivência financeira.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Torcedor apaixonado, todo time tem


Nesta foto do jogo, o "louco" Pato, com a bandagem na cabeça.

É momento de recesso no futebol brasileiro. Abaixo publicamos um belo texto escrito pelo blogueiro e torcedor apaixonado do Cruzeiro, Wallace Graciano, o Pato do blog O Guerreiro dos Gramados. Com esse e outros textos que pretendemos publicar tencionamos aproveitar a pausa dentro de campo para falar um pouco mais do que move o futebol, o lado de fora do campo, onde esta a torcida.

Dentro do campo temos a força, a determinação, a vontade, a superação. Do lado de fora não só em torno das quatro linhas que demarcam o espaço futebolístico, mas além, bem além, existe uma grande profusão de torcedores que não acompanham, às vezes, tão de perto, mas estão sempre ligados na vida de seu clube amado.

Gente que é capaz de fazer o que o Pato fez e narra no texto abaixo. Não podemos esquecer disso, torcedores são todos iguais, porque são todos pessoas humanas, com sentimentos e vontades semelhantes, não existem diferenças, por mais que a mídia cacarejante (parte da mídia de BH) tente provar, demonstrar e mascarar que certa torcida secundina mineira, é muito mais apaixonada que qualquer outra.

Fiquem então com esse belo texto. Sintam o que um torcedor apaixonado pelo Cruzeiro (ou por qualquer outro time do planeta) é capaz de fazer. Vamos à leitura.

Sete pontos na cabeça, três no campo!


Dizem que o fanático é exagerado, tem atitudes extremas por uma idéia que não cabe a ele decidir o rumo. Nunca concordei com essa idéia, talvez porque eu mesmo me considere um. Isso ficou evidente no último dia 29 de outubro, durante o confronto entre o Cruzeiro e Grêmio.

O time celeste vinha de um resultado embaraçoso. No sábado anterior, saímos derrotados da Arena da Baixada por 1 a 0. Esse placar deixou cético alguns torcedores quanto ao título. Eu não me incluía nesse grupo.

Na segunda-feira, já tinha adquirido os ingressos. Coloco no plural, pois foram comigo meu primo, meu amigo e minha, até então, “futura namorada”—que nunca tinha ido ao estádio.

Chegou o grande dia. Na quarta-feira acordei cedo. Fui ao trabalho, mas o tempo não passava, ele era meu pior inimigo. Entrava escondido no MSN para conversar sobre o jogo. Por sorte—ou não—meu chefe me liberou mais cedo para ir ao Judô, mesmo sabendo que naquele dia eu mataria aula da faculdade para ir ver o Cruzeiro.

Ao entrar no tatame, fui treinar com um amigo. Tudo decorria bem, até que, na empolgação, ele me aplica um golpe (seoi-nague) e caio de cabeça na parede. Já levanto meio tonto. Ele, preocupado, corre para me socorrer. De repente, vejo sangue escorrendo pelos meus olhos. E só consigo pensar no jogo que começaria às 22h.

Com muita teimosia, resolvi ir ao hospital para “costurarem minha cabeça”. Para mim, nada mais importava, a não ser o jogo de mais tarde. As enfermeiras demoravam demais com aqueles processos de sutura.

Na hora da angústia você só quer que acabem logo—e eles nunca terminam. A cada minuto ficava mais tenso, não pela dor, pois pouco me preocupava com ela, mas pelo tempo que era meu inimigo.

Eu só conseguia soltar a mesma frase : “Tá tudo ok, pode enfiar a agulha ai na cabeça, que eu quero ir ao Mineirão”. Por sorte chega o médico, isso eram 18h50min—na hora do aperto você sabe até o horário. Ele, que devia ser um atleticano doente—sim, para torcer pro alvinegro mineiro tem que ser doente, e muito— teimava em falar comigo que eu não poderia ir ao estádio.

Por fim, sabendo que de nada iria adiantar suas palavras, ele me dá um ok para ir ao jogo—desde que ficasse sentado nas cadeiras. Era impossível. Concordei com ele, mesmo sabendo que não iria obedecê-lo, peguei o carro e fui buscar meus amigos.

Quando cheguei à casa da Mariana—hoje minha namorada— escuto dela que eu era louco, moleque, que tinha sete pontos na cabeça e não tinha a proporção do que era isso. Discuti com ela no carro, enquanto buscava meu amigo, mas, realmente não tinha proporção de nada, só queria ver o jogo.

Antes de chegar, ainda tive que dar uma parada na farmácia para fazer uma bandagem na cabeça. Nem lembro muito bem desse momento, pois, além da preocupação com o atraso para o jogo, os pontos doíam. Por fim, chegamos a tempo. Subi as arquibancadas afoito, com medo de que o corte na cabeça fosse apenas uma premissa de um dia de azar que poderia ocorrer ali.

Ainda bem que o Cruzeiro não me decepcionou. Com apenas 13 segundos de jogo, o time celeste me deu a certeza de que todo esforço valera a pena, após o meia Wágner acertar um chute no canto do goleiro Vitor. O resultado final todos conhecem, 3 a 0—fora o baile. Ficou para a história. Não sei para a do futebol, mas para a minha, pois foi o dia que levei ao pé da letra a música que vinha das arquibancadas: “Hoje, larguei tudo pra te ver, faço isso por amor, dou a vida por você”.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Uma torcida apaixonada que não aparece na tv






Clique nas imagens para ampliá-las.
Já foi dito que os psicólogos acreditam na tese de que uma mentira repetida muitas vezes vira verdade. Nada mais correto que essa frase para servir de introdução ao nosso texto.

A imprensa mineira (parte da imprensa da capital para ser mais específico), tem ao longo dos anos apregoado sucessivamente que a torcida do Atletico-MG é a mais apaixonada do Brasil, e que não abandona o time nunca: MENTIRA DESLAVADA! Isso é produto exclusivo de uma ação de gatekeeper muito bem estruturada.

Infelizmente por motivos que vamos tentar resumidamente expor aqui, isso ocorre e tem influenciado sobremaneira a opinião pública brasileira. Evidente! A imprensa da capital mineira tem seu poder, Minas Gerais é o 2º estado da federação em poder econômico, também por isso a imprensa consegue impor seus conceitos, embora desvirtuados.
Agora porque existe essa situação? Porque essa parte da imprensa (a maioria) tanto faz pra defender o CAM?

Bom isso tem raízes históricas. O CAM além de ser o primeiro clube de futebol da capital, nasceu praticamente junto com a cidade. Foi fundado por estudantes (sobretudo naquela época, 1908, estudar era incontestavelmente uma característica da elite) e logo caiu na simpatia da população da nova capital. Temos de compreender que isso é relevante pra que haja, até hoje essa parcialidade em torno do time secundino.

Já o Cruzeiro nasceu em 1921, fundado por trabalhadores imigrantes e familiares de imigrantes italianos. Proletariado que sofreu preconceitos e muita dificuldade pra se erguer. Foram anos duros e que só a fibra dos imigrantes pôde vencer.

Mas com este espírito de luta foi sendo formado o timbre que iria permear a história do clube palestrino, como era conhecido à época. Além destas origens humildes o Cruzeiro foi perseguido quando da eclosão da 2ª Guerra Mundial, italianos e tudo que lembrasse os INIMIGOS, não era bem visto, e o clube ainda jovem, teve de mudar seu nome para sobreviver.

Não citamos esse fato como algo que possa servir de alimento a um sentimento de compaixão, não, citamos essa perseguição para exemplificar situações e condições que motivavam torcedores, cidadãos e lógico a imprensa a renegarem o time. E o Palestra Itália foi obrigado por decreto presidencial a mudar seu nome e tornou-se o Cruzeiro Esporte Clube.

Daí se pode depreender o porque das preferências da imprensa de BH, o motivo pelo qual um time é reverenciado e o outro negligenciado, as razões históricas que contribuíram para a atual situação, que tende a mudar com o passar dos anos.

Tanto é balela a proclamada paixão do atleticano que os números mostram com clareza quão normal é esse torcedor, tão apaixonado por seu time quanto qualquer outro torcedor brasileiro, os números e as imagens. A foto abaixo, mostra o abandono ao time no 2º jogo da final do Camp. Mineiro de 2008.

Não importa se haviam sido goleados, se fossem apaixonados como é declamado na imprensa eles estariam lá e não abandonariam seu time, fosse como fosse.

Mas se as imagens não mentem, os números retratam a realidade. Também nos números nós podemos ver como a verdade não corresponde ao que lemos nos jornais, ouvimos nas rádios e nas tv’s.

Público pagante: 460.658 Cruzeiro    Média: 24.245 Cruzeiro (19 jogos)
Público pagante: 354.119 Atletico-MG    Média:18.638 Atletico-MG (19 jogos)
Total arrecadação: R$ 6.392.310,00 Cruzeiro Média R$ 336.437,37 (18 jogos)
Total arrecadação: R$ 3.635.622,50 Atlético-MG Média R$ 191.348,55 (19 jogos)
Fonte: Site da CBF/Estatísticas Série A

O Cruzeiro tem a terceira melhor média de público do Camp. Brasileiro, de 24.245 torcedor por jogo, atrás apenas Flamengo e Grêmio, primeiro e segundo respectivamente nesse quesito. O Atlético-MG ficou em 8º, com 18.638 de média.

                                  Maiores públicos pagantes:                        Maiores médias:
 732.492 Flamengo/RJ (18)                40.694 Flamengo/RJ (18)
602.780 Grêmio/RS (19)                    31.725 Grêmio/RS (19)
460.658 Cruzeiro/MG (19)                24.245 Cruzeiro/MG (19)


Para o jogo contra o Santos, o Atlético fez promoção com ingressos a R$ 5. Os bilhetes tiveram seus preços baixados pra conclamar a torcida à bater o recorde de público do Mineirão em 2008 que pertence ao Cruzeiro e nem assim foi superado.

Algo que também pode demonstrar porque às vezes a tal massa enche o estádio:

Atletico x Santos - Público pagante: 58.391 - Renda: 398.212,00
Cruzeiro x Flamengo - Público pagante: 50.789 - Renda: R$ 516.976,50
8 mil a menos no público, mas 100 mil reais a mais de renda. Essa é a conta que
prova que a Massa só vai se for com promoção.

No ano do centenário do clube tudo que representasse vantagem sobre o Time Azul, era bem visto tanto pelos torcedores zebrados, como pela diretoria do clube de Vespasiano, tanto que a campanha foi forte pra bater o recorde.

O Cruzeiro também fez promoção para a partida contra a Portuguesa, com uma diferença básica, os ingressos foram vendidos a R$ 10,00 no anel superior e inferior e um quilo de alimento não-perecível, numa ação de solidariedade para com às vítimas das enchentes de Santa Catarina (o dobro do preço do rival e ainda 1kg de alimento).

O jogo entre Cruzeiro e Boca Juniors, em 7 de maio, pela Libertadores deste ano, continua a deter o recorde de público do Mineirão na temporada: 61.471 pagantes.
 
O maior público pagante de um jogo internacional oficial disputado no Mineirão também pertence ao Cruzeiro. Foi em 21 de dezembro de 1976, no empate sem gols com o Bayern de Munique, da Alemanha, na segunda partida da decisão do Mundial Interclubes, quando 113.715 torcedores acompanharam a conquista do título pela equipe alemã, que tinha vencido o jogo de ida, em casa, por 2 a 0.

Mas o rival local também tem seus recordes estabelecidos, e não é como aqueles tão propalados e igualmente TÃO falsificados recordes da Segunda Divisão.

O menor público do Mineirão, foi de 489 pagantes, numa vitória do Atlético-MG por 2 a 1 sobre o Democrata, de Governador Valadares, em 5 de maio de 1999. E o segundo pior, também da torcida do Galo, foi registrado no mesmo ano, com apenas 539 pagantes, numa goleada do Atlético-MG de 4 a 0 sobre a URT, dia 12 de junho.

O RECORDE GERAL, SOBERANO E ETERNO DE PÚBLICO DO MINEIRÃO É TAMBÉM DO CRUZEIRO e não será batido NUNCA mais, pois o estádio sofreu reformulações e teve sua capacidade bastante reduzida. Foi no jogo da final do Campeonato Mineiro de 1997, contra o Villa Nova, onde o Cruzeiro sagrou-se Campeão. Nesse dia 22 de junho de 1997, ficaram de fora no estádio mais de 20.000 pessoas que não puderam entrar, e dentro do estádio 132.834 pessoas se acotovelavam.

O fato que nos leva a escrever esse texto, é exatamente essa exarcerbada preferência clubística das redações de BH, que acabam como dissemos acima, influenciando a opinião pública como o fez com o nosso prezado Wilson Hebert do ótimo blog Futebol, Música e Etc, um flamenguista declarado, que com certeza sabe discernir melhor no seu blog que os jornalistas mineiros, que a paixão tem de ficar ao lado quando se trata de informar. Os incautos leitores, telespectadores ou ouvintes acabam por sucumbir e acreditar visto, que a disseminação destas informações é muito grande.

Update (15/12/2008) : confiram reportagem do site Torcida 5 Estrelas que corrobora o que aqui foi mostrado, cliquem no título da reportagem para a acessarem: Cruzeiro 15 x 3 Atlético-MG

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Cruzeiro multicampeão, o MAIOR DE MINAS.



Me desculpem o tom do texto de hoje. Aliás desculpa não seria bem a palavra, mas de qualqeur forma, esclareço que hoje saio da minha linha habitual. Todos que me lêem já há algum tempo sabem que utilizo nesse blog a mesma tática espanhola utilizada pelo Real Madrid. A tática da indiferença ao rival que estagnou e viu o Real se firmar no cenário do futebol mundial como uma das maiores potências clubísticas. Rival esse que inclusive tem o mesmo nome do nosso rival citadino.

Pra mim na verdade não existe um rival à altura do Cruzeiro em Minas Gerais. Não, claro que não é soberba ou ARROGÂNCIA como alguns sofridos torcedores do código de barras gostam de rotular. Não se trata disso porque eu por exemplo admiro e tenho como meta de imprimir em minha personalidade a virtude da HUMILDADE, mesmo em se tratando da vertente clubística de minha conduta de vida.

Sou avesso à cantar vitória antes da hora, sou avesso à propalar conquistas que ainda não ocorreram. Ninguém jamais leu ou vai ler aqui que o Cruzeiro é isso ou aquilo que JAMAIS tenha realmente sido ou conquistado. Sempre caminhei com os pés no chão, sem fantasiar ou sonhar em demasia, isto aliás é uma prática antiga e muito utilizada pela torcida do 2º de Minas, insuflada pela parte parcial da imprensa da capital, a famosa Galopress.   

Aliás a Galopress (um circo armado nas redações, como disse o Pato) ainda vai merecer muitos textos nesse espaço. O Brasil inteiro, e a menor parte de Minas ainda se deixam influenciar pela ação nociva ao futebol mineiro desse setor da imprensa belorizontina. Ditos como Massa, Paixão, Glorioso são pura balela, são afagos no ego de uma torcida cega, lunática e que ao longo dos tempos vem se fechando no seu universo autista. O mundo negro de Vespasiano.

Mas isso será assunto pra outra data. O que quero nesse texto que pretendía que fosse curto, rápido e direto é dizer o seguinte:

O Cruzeiro determinou o fim das comemorações do SEMTERNADA do rival. Com tantas decepções a torcida secundina quer esquecer o tal Centenário, não quer mais ouvir falar dos 100 anos de tristezas e humilhações. Em contrapartida a TORCIDA AZUL, a maior de Minas, não vai jamais esquecer o CENTENÁRIO PATÉTICO. Foi realmente um ano de ‘graça’ pros Cruzeirenses.

Goleamos o rival com histórico placar de 5x0, tiramos deles o único título que vez por outra conseguem ganhar (mesmo assim, com falcatruas e congêneres é que eles ganharam em 2007 o título do Mineiro que há 7 ANOS [isso mesmo SETE ANOS] não conquistavam), e desta maneira esvaziamos já no início da temporada as chances de comemorar o Centenário com títulos.

Adílson Batista esta invicto perante o time de Vespasiano, não perdeu nenhuma partida. Guilherme o matador de frangas, (hoje 22/10 é dia do aniversário de Guilherme, esta completando 20 anos e se tornando a cada dia que passa o maior nome do Cruzeiro em 2008) se firma como um dos maiores artilheiros do clássico, com um aproveitamento espetacular de 0,75% em oito jogos, sendo que em apenas 3 deles jogou os 90 minutos. Na era do Mineirão, a partir de 1965, as melhores médias eram de Dirceu Lopes, com 11 gols em 44 jogos (0,23), e Reinaldo, com 15 em 47 partidas (0,31).


Só pra não delongar mais queremos citar que o placar do clássico ficou em 2008 assim:

Cruzeiro 10

x

Atletico-MG 1

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Cruzeiro vence mais uma, 2 x 0 Galo




Jonathan, Cruzeirense de coração fez um gol importante, pra ficar na história dos clássicos.

Jogo de um time só. Ataque contra defesa. Coletivo de Luxo.

Qualquer que seja a denominação, nelas teremos refletido o que ocorreu em campo com certeza. Se em nossas duas últimas vitórias tivemos muita dificuldade e sofrimento pra garantir os 3 pontos, o jogo de ontem contra nosso rival citadino foi uma ‘moleza’.

Só no primeiro tempo foram 12 finalizações azuis contra apenas 2 sem muito perigo do rival secundino.
O Cruzeiro iniciou o jogo fazendo uma blitz pra cima do time de Vespasiano e continuou assim, mandando no jogo e envolvendo o adversário, durante os 90 minutos.

Adílson Batista armou o time com inteligência e explorou todas as deficiências do rival, conseguindo dominar a partida inteiramente.

O primeiro gol nasceu de um cruzamento perfeito de Fernandinho que entrou como titular com a camisa 10, Adílson poupou o meia Wagner (vindo de contusão) e só o lançou no 2º tempo, inteligentemente, para o lateral Jonathan que dominou a bola e fuzilou a meta do goleiro Juninho.

No segundo tempo o Cruzeiro jogou como quis e com absoluta soberania sobre a partida administrou o jogo e perdeu várias chances de aumentar o placar. Nos acréscimos numa bela jogada de Camilo, Elicarlos foi derrubado na área pelo goleiro do Minúsculo Monotítulo (criação do Anti-Gaylo e do É Fato), Guilherme, o Artilheiro Azul e o terror do timinho zebrado marcou mais um e deu números finais ao placar.

Com mais essa vitória sobre o rival local, o Cruzeiro de Adílson Batista consegue a 4ª vitória em 5 clássicos e Adílson continua invicto contra o time de Vespasiano (o 1º jogo do Mineiro 2008 foi empate) e mais do que nunca a máxima tão repetida pela Nação Azul continua sendo absolutamente verdadeira, “com esse time na 1ª divisão já entramos no campeonato Brasileiro com 6 pontos garantidos”. No ano do centenário do oponente não podíamos ter um retrospecto melhor, inclusive aplicando nossa maior goleada da história frente ao nosso fraco rival, 5x0 na final do Camp. Mineiro.


Mais Cruzeirenses que atleticanos, cenário que se repete nos últimos anos.

O Cruzeiro foi superior inclusive no número de torcedores no estádio, mais uma vez a Nação Azul prova que, a despeito do que prega a Galopress, torcida realmente apaixonada é a Maior de Minas, a Torcida Azul.
O Cruzeiro ficou em ótima situação no campeonato e segue na luta pelo título mais vivo do que nunca, sendo que nas próximas rodadas terá um enfrentamento com o líder do campeonato Grêmio.


Guilherme mais uma vez deixou sua marca no clássico.


segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Sem vaias, por favor!


Que nosso time esteja mesmo muito unido pra suportar a pressão.

Uma coisa o Torcedor Azul tem definitivamente de entender: vaiar o time é atender ao apelo da mídia cacarejante da capital mineira, a Galopress. Não tem porque atender à essa proposta de parte da imprensa belorizontina, que tenta desestabilizar o nosso time, recheado de jovens jogadores, jogando a torcida contra o time, contra o técnico e contra um ou outro determinado jogador.

Por exemplo, no jogo com o Ipatinga, vaiar nosso artilheiro Guilherme não foi um papel bonito. Não pode ser um comportamento de um torcedor que ama seu time. Alguns de nós teriam de rever seus conceitos e parar de se deixar influenciar por essa mídia tendenciosa de BH, que todo mineiro já conhece.

Como aceitar que um jogador inteligente, comprometido e que pode ser considerado um dos responsáveis diretos pela nossa privilegiada situação no campeonato seja vaiado em pleno Mineirão???
Não vamos cair nessa.... Vamos apoiar nosso time, vamos ajudar o Cruzeiro na sua batalha afinal, JUNTOS SOMOS MAIS FORTES.


O jogo com o Ipatinga, foi sofrido, tanto quanto o jogo contra o Sport. Este também foi mais um jogo complicado, mas o que importa, o que restou desses embates foi a vitória Celeste e a conquista de mais 6 preciosos pontos. Não podemos querer mais ou até podemos, mas temos de entender que existem muitos fatores envolvidos em uma partida de futebol, na vida de um clube, não é simples como parece, além do mais nossos rivais também lutam para conquistar o campeonato.

Temos vários desfalques por contusões, não temos no mercado brasileiro jogadores disponíveis nas posições que carecemos e que sejam melhores que os que temos. Vamos continuar acreditando pois não tem nada definido e é com esse time aí que continuaremos lutando porque esse é o time que veste o MANTO ESTRELADO.


sexta-feira, 9 de maio de 2008

A Galopress (não) fez a cobertura dos 3 últimos jogos do Cruzeiro no Mineirão


A visão mais clara da situação no 2º jogo do clássico
O texto que transcrevemos abaixo foi "pinçado" no Blag do Mauro Betting e tem sido publicado em vários blogs pela internet.

Relutamos em tornar a focar esse assunto, mas depois do que vimos, lemos e ouvimos na imprensa da capital por ocasião das finais do Mineiro e do jogo com o Boca pela Libertadores, não dá pra ignorar o comportamento da mídia, que mais uma vez foi incrivelmente parcial.

Você percebeu como a mídia fez questão de ignorar tanto a avalanche azul no clássico e no jogo com o Boca, quanto a escassez de torcedores da tal “massa” que não abondona o time no 2º jogo do Mineiro? Pois é por isso que voltamos à esse assunto tão batido e aproveitando colocamos esse texto de um torcedor que além de muito bem escrito nos remete a uma reflexão.

Aqui, o torcedor cruzeirense, sob sua ótica fala do que viu no 1º clássico no Mineirão das finais do Mineiro 2008, (só pra frizar, o texto foi escrito após o 1º jogo das finais, antes então de que ocorresse o histórico “Massacre Azul”), e indaga pela existência da tão propalada "Massa Atleticana". As indagações não são logicamente voltadas exatamente para a existência em si da tal 'massa' mas sim pela existência da mesma enquanto "torcida apaixonada", que torce contra o "vento", que esta sempre ao lado do time como imprensa (da capital mineira principalmente) sempre faz questão de propagar aos quatro ventos.


“Mais uma vez procurei, procurei e não encontrei a fanática torcida atleticana...aquela que torce até contra o vento, que canta o hino na adversidade e que apóia até no final. Procurei, ansioso, em cada rosto do outro lado e não encontrava nada parecido com aquilo que escrevem...a literatura não era condizente com o que se via no Mineirão ontem. Aliás, corrigindo, com o que se vê no Mineirão nas derrotas (e são muitas) atleticanas.
Procurei pela alma argentina presente nos torcedores galistas, procurei semelhança com a torcida do Racing, que perdendo de 4 x 0 para o mesmo Cruzeiro numa final de Supercopa, cantavam e vibravam como se o time estivesse com sobras positivas no placar. E no jogo da volta, na Argentina, vibraram com um gol no final com tal intensidade que pareciam terem acabado de conquistar a Libertadores da América.
Após o segundo gol ontem, não mais se ouviu o hino atleticano, entoado pela "fanática" torcida alvinegra. Após o terceiro, as pessoas indo embora maldizendo o amontoado que se arrastava em campo. Restaram alguns incrédulos, ensurdecidos por uma massa ruidosa que entoava a plenos pulmões os hinos do cruzeiro (no plural, pois algumas canções cantadas pela China Azul soam tal quais hinos...dada a emoção que suscitam).
Desviei meus olhos para o campo e tentei encontrar naqueles atletas vestidos de uniforme listrado qualquer coisa que se assemelhasse com que diziam daqueles que vestiam o tal “manto”. Mais uma vez não encontrei...e o que vi foram atletas medíocres, que apenas possuem discursos prontos e se apóiam em um fato que cada vez mais tenho a impressão de ser um mito: a da mística atleticana.
Cansado de nada encontrar, voltei os meus olhos para um time que, se não encanta, conquista títulos e arregimenta cada vez mais torcedores...e nos últimos 15 anos conquistou muito mais títulos que o rival durante toda a centenária história. E que vê sua torcida se multiplicar em proporções chinesas ( o profeta Drummond, com toda a sua atleticanice, disse essa verdade há muitos anos).
Voltarei no próximo domingo ao estádio, como fiz no jogo após a goleada de 4x 0 no ano passado..e procurarei novamente por aqueles que não encontrei ontem..e que já não encontro há muito tempo nos jogos com o Cruzeiro.
Saudações cruzeirenses."

28/04/2008 12:34
Comentário escrito por Maurilio

Esse era o lado Azul
Só pra arrematar nosso post, inserimos um recorte de um post do MARCAÇÃO CERRADA  de Vinicius Grissi que vem corroborar o que dissemos:
"Um detalhe: a famosa e aclamada "torcida atleticana" mostrou que torcedor é igual em qualquer canto do país. Menos de 2.000 torcedores do Atlético deram as caras no Mineirão."

quinta-feira, 27 de março de 2008

• Parabéns a Galopress!

Esse texto foi extraído do site da Máfia Azul.

Introdução:
Trata-se de um texto que faz um verdadeiro raio x da estratégia que norteia a grande maioria dos órgãos de imprensa da capital mineira. Queiram ou não concordar os que não acreditam na PARCIALIDADE dessa imprensa belorizontina deveriam ler e se mesmo assim persistirem em suas convicções que passem a analizar com mais isenção a postura destes pseudo-jornalistas (torcedores-jornalistas). O Texto é um pouco longo, mas é muito bem escrito, vale a pena.



Neste dia tão importante para o Clube Atlético Mineiro, além de parabenizar o clube pela data histórica, parabenizo, também, alguns jornalistas e veículos de comunicação que conseguiram transformar algo em uma coisa muito maior do que realmente é.

Não posso generalizar e parabenizar a imprensa, seria muito injusto com os profissionais que não contribuiram para isso. Esse "algo" a que me refiro é a torcida atleticana.

Todos nós sabemos da força que tem a mídia e o poder que a mesma tem na construcao de mitos, heróis ou vilões. E, no meu ponto de vista, o tratamento que alguns setores da imprensa dá a essa torcida é descabido e, sendo mais crítico, anti-profissional.

Não quero dizer que o sentimento da torcida atleticana foi inventado pela mídia, mas, sim, endeusado e elevado a níveis que beiram a catarse. Este sentimento existe, assim como o do cruzeirense existe, como o do gremista ou do botafoguense também. O torcedor atleticano nao é diferente dos outros. Já li e vi coisas que parecem ter saído da arquibancada atleticana, escrito pelo mais apaixonado torcedor, direto para as folhas de alguns jornais ou para os estúdios de algumas emissoras de rádio.

A construção deste mito ao qual me refiro acontece de forma sutil, quase nao se percebe. Aliás, a maioria não percebe, ou finge nao perceber. Mas um olhar atento é capaz de detectar como é feita esta, desculpem a palavra, palhaçada.

As reportagens não mentem os públicos dos jogos, tão pouco compram ingressos e obrigam os torcedores a irem a campo. Mas utilizam uma pratica jornalistica que pode ser usada tanto para o mal quanto para o bem: adjetivar os textos.

Percebam, meus camaradas, alguns exemplos. Suponhamos que o Atlético ganhou, de virada, um jogo difícil contra o Vila Nova. No dia seguinte, as manchetes costumam estampar algo do tipo: "No embalo da massa", "Galo vira o jogo com ajuda da massa" ou "Galo joga mal, mas a massa garante a vitória". Imaginem isso ao longo de décadas. De tanto repetir, de tanto martelar, isso fica na cabeça das pessoas, criando um signo cheio de significados para a torcida atleticana.

Paixão, fidelidade e amor são palavras que costumam estar atreladas quando o assunto é Atlético Mineiro. Não que não sejam, mas este sentimento nao é exclusivo dos atleticanos. Como ficam os torcedores cruzeirenses ? São só simpatizantes? Não são apaixonados? Cria-se um sistema equivocado e polarizado: atleticanos sao apaixonados e fiéis, cruzeirenses são apenas cruzeirenses, não tem a mesma paixao. Essa é, talvez, a pior das consequencias que este circo armado por alguns profissionais-torcedores provoca.


Não posso deixar de citar quando, em 2006, o clube conseguiu voltar a elite do futebol brasileiro. O time chegou a Belo Horizonte com a vaga assegurada e os torcedores foram recepcionar a equipe. Nunca vou me esquecer da legenda que um site, dos mais acessados de Minas Gerais em matéria de esporte, colocou em um das fotos. A legenda, meus amigos, era a seguinte: "Uma multidão de 5 mil pessoas foi recepcionar o Galo... (o restante já nao me lembro mais). Uma multidão de cinco mil pessoas?!?!?! Eu ri e não pude acreditar no quão ridículo e a que ponto chegou a atuação da "GaloPress".

Aliás, os níveis de adoracao para com a torcida atleticana atingiram níveis impressionantes na campanha da Série B em 2006. Cada jogo no Mineirão era uma festa. Festa da torcida, que comprava ingressos baratos e ia a campo ver seu time enfrentar adversários fraquíssimos; e festa da Imprensa Carijó, que se deliciava com manchetes e fotos cheios de adjvetivos, a fim de afirmar, alardear, cada vez mais, o sentimento alvinegro. Não se esquecam que as torcidas de grandes clubes, como Gremio, Palmeiras e Botafogo, quando estiveram na Segunda Divisão, fizeram a mesma coisa, enchiam os estadios. Mas não, só a torcida do Atlético é que tem direito a amar inconsequentemente seu clube!!!

Gostaria de destacar um ponto importantíssimo: a torcida do Cruzeiro e essa parcela podre da imprensa a qual me refiro. Vou dar alguns exemplos e, tenho certeza absoluta, voces entenderão o que eu quero dizer. Cruzeiro e Fluminense jogavam pela Copa do Brasil de 2005. A equipe celeste perdia o jogo. O juiz apita e as equipes descem para o vestiário. Seria normal que os torcedores, aborrecidos com o resultado, vaiassem, fossem para os bares comprar cerveja (na época ainda se podia vender cerveja nos bares do Mineirão). Seria, mas o que aconteceu ali foi uma demonstração de amor, fidelidade e paixão que nunca se havia visto nos mais de 40 anos do Gigante de Minas. A torcida cruzeirense cantou, incentivou e gritou seu amor ao clube durante os 15 minutos de intervalo. Imaginem, meus caros amigos, se isso acontecesse em uma partida do Atlético. Coisas como "Massa dá show de paixão e canta todo o intervalo", "Torcida atleticana dá prova do seu amor ao time" ou "Mesmo no intervalo, atleticanos não abandonam a equipe". Lhes dou outro exemplo. Cruzeiro havia conquistado a Copa do Brasil de 96. Na chegada do time a Belo Horizonte, houve desfile em carro dos Bombeiros. 100 mil pessoas invadiram o Centro de Belo Horizonte para receber os campeões. 100 MIL!! Isso sim é multidão, não cinco mil torcedores!! Nao forcem a barra!!

Eu me esforço para entender os motivos de tanta adulação. Sinceramente eu me esforcç, mas estou cansado. Estou farto de conversar com atleticanos que só sabem vomitar coisas do tipo "ser atleticano é diferente". Quando falam isso, eu paro e não converso mais. Nao dá, é muito pra mim !! Os culpados pela adulação iludem os torcedores mais inocentes e até os atleticanos, que acreditam nesse papo-furado de "Galo é religião e paixão" e, década após década, passam isso aos filhos, que repetem como meros animais miméticos o que o pai lhes ensinou. Arrogantes, gritam isso aos quatro ventos. Inocentes e patéticos, acreditam ser os mais fiéis e apaixonados torcedores do Sistema Solar. Foram hipnotizados pelo 'blá-blá-blá' e repetem coisas como "o atleticano acredita no impossível".

Infelizmente, lutar contra o poder que tem esses torcedores-jornalistas é muito difícil. Lamentavelmente, essa lenda continuará por muitos anos, passará de geração para geração. A hipnose e o discurso serão os mesmos, reforcado por esses setores da imprensa que tanto critiquei aqui. Já dizia o filósofo de botequim que se pode inventar uma verdade, mas nunca transformá-la em realidade.


Bruno Mateus, é jornalista e reside em Buenos Aires - Argentina.
E-mail para contato: bvasconcelos@pop.com.br

Adendo:
Não é a primeira vez que neste blog esse assunto entrou em pauta, em novembro de 2007 o jornalista Jaeci Carvalho (Dos Diários Associados, maior grupo jornalístico da capital) abordou o tema e suas palavras corroboram exatamente o que o Bruno Mateus expressou aqui. Leia novamente o post e se tiver tempo leia também o artigo do Jaeci, clique aqui.
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