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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Adílson? Não! Cruzeiro? Sim!


Eu não idolatro AB nem o crucifico. Ele é um ótimo técnico e seu retrospecto mostra isso. Só ganha quem chega e se ainda não ganhamos nada não quer dizer que AB seja o culpado. Muitos motivos levam um time a ser campeão e um desses motivos, talvez o mais importante, é o comprometimento dos atletas.

O trabalho dele é muito bom, mas ele como todo ser humano às vezes toma atitudes erradas, faz escolhas equivocadas o que não pode ser usado para culpá-lo diretamente por ter perdido o C.Brasileiro de 2008/09 (ainda é um pouco cedo, mas levantar a taça em 2009 seria um feito quase que impossível) e nem a Libertadores, ele fez a parte dele, faltou talvez o detalhe que não lhe cabia.

Acho que a expressão "exigente torcida celeste" cunhada e nutrida creio que pela mesma mídia da capital que criou a "massa apaixonada" não é correta e foi impressa na mente dos torcedores assim como a outra, passando a ser uma "verdade virtual". Isso tem prejudicado muito o convívio entre os torcedores e os jogadores, a comissão técnica e até a diretoria.

Claro que estamos acostumados a títulos, mas temos de ser racionais, quando encontramos um técnico que nos faz sair do ostracismo, nos faz galgar uma posição inédita no ranking mundial de clubes de futebol, nos faz chegar perto dos títulos vamos execrá-lo? Não me parece inteligente.

É fácil, é muito fácil fazer campanhas, falar em alto e bom som que Adílson deve sair. Claro que sempre as pessoas procuram o caminho mais curto para tentar resolver os problemas. Isso é natural, mas não é racional. Não podemos ficar bradando aos quatro ventos que Adílson é burro, é asno que joga com o time retrancado, que joga como time pequeno. Quanta bobagem!

O mais correto e sensato mesmo, é fazer uma análise dos resultados obtidos pelo técnico. Foram até aqui125 jogos em que ele esteve à frente do Cruzeiro. Nestes, conseguiu 73 vitórias, 22 empates e apenas 30 derrotas. Um aproveitamento de 64,2%. Ótimos números, excelente retrospecto. A matemática não mente.

Um bom exemplo de torcedor inteligente pode ser visto no site Cruzeiro.org, onde o torcedor auto intitulado Raposão do Cerrado através de uma “carta aberta ao Adílson Batista” expõe com clareza seus questionamentos ao técnico que (na minha opinião, praticamente todos) são válidos e pertinentes. Se todos agissem assim, certamente não veríamos esse “quase” linchamento que hoje vemos contra AB.

Temos de pesar tudo para poder avaliar o trabalho do técnico. Temos de entender que, sobretudo nessa temporada (mas não somente) temos tido problemas enormes com os desfalques por lesões. Já tivemos os problemas com os cartões vermelhos (que no meu modo de ver não foi uma situação normal e corriqueira no futebol). Perdemos jogadores importantes como Ramires e Wagner, mas o Adílson Batista vem trabalhando ininterruptamente e tentando diminuir esses problemas. Só por vencer todas essas dificuldades o técnico já mereceria nossa boa vontade.

Após o “suposto” desabafo contra a torcida Celeste, notícias surgiram da insatisfação do técnico pelo tratamento que vem recebendo de parte da Nação Azul. Estas notícias especulam que se não por outro, este já seria um motivo forte para que o técnico deixe o Cruzeiro. Independente de sua continuação ou não no comando técnico o torcedor Azul deveria refletir:
Vivemos um momento crucial, nos próximos jogos o Cruzeiro poderá se tornar um sério candidato até ao título ou então veremos que essa temporada será mesmo passageira, sem nada mais a acrescentar. Vamos deixar que o tempo defina o destino do técnico. Apoiemos o time como nunca, façamos nossa parte. AVANTE CRUZEIRO, SEMPRE AVANTE.

Nenhuma unanimidade existe no mundo do futebol, Adílson tenho certeza não tem nem essa pretensão, mas o Cruzeiro tem de estar acima de tudo pois o NOSSO CLUBE AMADO E ESTRELADO é maior que Adílson, maior que Zezé, maior que Kléber. O Cruzeiro é o maior do mundo no coração da Nação Azul, vamos pensar e agir assim.

Deixe sua opinião, você é à favor ou contra o Cruzeiro, isso é o que esta em questão, afinal contratação ou demissão de técnico deve ser feita ao fim ou início da temporada, esse definitivamente NÃO é o momento. Este post foi inspirado no texto semelhante de PC Almeida. Leia clicando aqui.

13:10 hs UPDATE, ACABEI DE TER ACESSO AO VÍDEO DA TV GUERREIROS DO GRAMADO ONDE IVAN PINTO FALA SOBRE ESSE ASSUNTO, ASSISTA TAMBÉM CLICANDO AQUI.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Torcedor apaixonado, todo time tem


Nesta foto do jogo, o "louco" Pato, com a bandagem na cabeça.

É momento de recesso no futebol brasileiro. Abaixo publicamos um belo texto escrito pelo blogueiro e torcedor apaixonado do Cruzeiro, Wallace Graciano, o Pato do blog O Guerreiro dos Gramados. Com esse e outros textos que pretendemos publicar tencionamos aproveitar a pausa dentro de campo para falar um pouco mais do que move o futebol, o lado de fora do campo, onde esta a torcida.

Dentro do campo temos a força, a determinação, a vontade, a superação. Do lado de fora não só em torno das quatro linhas que demarcam o espaço futebolístico, mas além, bem além, existe uma grande profusão de torcedores que não acompanham, às vezes, tão de perto, mas estão sempre ligados na vida de seu clube amado.

Gente que é capaz de fazer o que o Pato fez e narra no texto abaixo. Não podemos esquecer disso, torcedores são todos iguais, porque são todos pessoas humanas, com sentimentos e vontades semelhantes, não existem diferenças, por mais que a mídia cacarejante (parte da mídia de BH) tente provar, demonstrar e mascarar que certa torcida secundina mineira, é muito mais apaixonada que qualquer outra.

Fiquem então com esse belo texto. Sintam o que um torcedor apaixonado pelo Cruzeiro (ou por qualquer outro time do planeta) é capaz de fazer. Vamos à leitura.

Sete pontos na cabeça, três no campo!


Dizem que o fanático é exagerado, tem atitudes extremas por uma idéia que não cabe a ele decidir o rumo. Nunca concordei com essa idéia, talvez porque eu mesmo me considere um. Isso ficou evidente no último dia 29 de outubro, durante o confronto entre o Cruzeiro e Grêmio.

O time celeste vinha de um resultado embaraçoso. No sábado anterior, saímos derrotados da Arena da Baixada por 1 a 0. Esse placar deixou cético alguns torcedores quanto ao título. Eu não me incluía nesse grupo.

Na segunda-feira, já tinha adquirido os ingressos. Coloco no plural, pois foram comigo meu primo, meu amigo e minha, até então, “futura namorada”—que nunca tinha ido ao estádio.

Chegou o grande dia. Na quarta-feira acordei cedo. Fui ao trabalho, mas o tempo não passava, ele era meu pior inimigo. Entrava escondido no MSN para conversar sobre o jogo. Por sorte—ou não—meu chefe me liberou mais cedo para ir ao Judô, mesmo sabendo que naquele dia eu mataria aula da faculdade para ir ver o Cruzeiro.

Ao entrar no tatame, fui treinar com um amigo. Tudo decorria bem, até que, na empolgação, ele me aplica um golpe (seoi-nague) e caio de cabeça na parede. Já levanto meio tonto. Ele, preocupado, corre para me socorrer. De repente, vejo sangue escorrendo pelos meus olhos. E só consigo pensar no jogo que começaria às 22h.

Com muita teimosia, resolvi ir ao hospital para “costurarem minha cabeça”. Para mim, nada mais importava, a não ser o jogo de mais tarde. As enfermeiras demoravam demais com aqueles processos de sutura.

Na hora da angústia você só quer que acabem logo—e eles nunca terminam. A cada minuto ficava mais tenso, não pela dor, pois pouco me preocupava com ela, mas pelo tempo que era meu inimigo.

Eu só conseguia soltar a mesma frase : “Tá tudo ok, pode enfiar a agulha ai na cabeça, que eu quero ir ao Mineirão”. Por sorte chega o médico, isso eram 18h50min—na hora do aperto você sabe até o horário. Ele, que devia ser um atleticano doente—sim, para torcer pro alvinegro mineiro tem que ser doente, e muito— teimava em falar comigo que eu não poderia ir ao estádio.

Por fim, sabendo que de nada iria adiantar suas palavras, ele me dá um ok para ir ao jogo—desde que ficasse sentado nas cadeiras. Era impossível. Concordei com ele, mesmo sabendo que não iria obedecê-lo, peguei o carro e fui buscar meus amigos.

Quando cheguei à casa da Mariana—hoje minha namorada— escuto dela que eu era louco, moleque, que tinha sete pontos na cabeça e não tinha a proporção do que era isso. Discuti com ela no carro, enquanto buscava meu amigo, mas, realmente não tinha proporção de nada, só queria ver o jogo.

Antes de chegar, ainda tive que dar uma parada na farmácia para fazer uma bandagem na cabeça. Nem lembro muito bem desse momento, pois, além da preocupação com o atraso para o jogo, os pontos doíam. Por fim, chegamos a tempo. Subi as arquibancadas afoito, com medo de que o corte na cabeça fosse apenas uma premissa de um dia de azar que poderia ocorrer ali.

Ainda bem que o Cruzeiro não me decepcionou. Com apenas 13 segundos de jogo, o time celeste me deu a certeza de que todo esforço valera a pena, após o meia Wágner acertar um chute no canto do goleiro Vitor. O resultado final todos conhecem, 3 a 0—fora o baile. Ficou para a história. Não sei para a do futebol, mas para a minha, pois foi o dia que levei ao pé da letra a música que vinha das arquibancadas: “Hoje, larguei tudo pra te ver, faço isso por amor, dou a vida por você”.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Carta de Zezé Perrella aborda bairrismo da mídia


O assunto já tá batido, já deu “pano pra manga” mas não há como não repercutir aqui as declarações do nosso presidente eleito Zezé Perrella.

O que nos interessa repercutir, entre outras coisas, é que há em sua fala algo que realmente tem de ser dito e deveria ser endossado por dirigentes e torcedores de clubes fora do Eixo Rio-SP.

Abaixo citamos os principais trechos da carta endereçada ao torcedor celeste, mas que cremos, interessa muito à todos que amam o futebol e principalmente os que estão envolvidos com esse esporte e residem fora do Eixo Rio-SP. Não queremos, que fique bem claro, passar por chorões, afinal os fatos relatados são de domínio público e reconhecidos por grande parte da opinião pública. Leia:

"Bairrismo vergonhoso

O que vimos da grande maioria da imprensa nacional envergonha a todos que gostam e levam o futebol a sério. O lance do pênalti que não houve a favor do Flamengo na partida contra o Cruzeiro mostrou o quanto grande parte da imprensa nacional é anti-profissional e, acima de tudo, bairrista. Se a mesma jogada gerasse dúvidas a favor de qualquer time fora do eixo Rio-São Paulo não teria tido a mesma repercussão.

Pseudos comentaristas de arbitragem, alguns que até já foram juízes de futebol, não tiveram a mínima consideração com o Carlos Eugênio Simon. O árbitro foi colocado como desonesto, irresponsável e o pior dos mortais por ex-profissionais do apito que, quando árbitros, tiveram erros que decidiram campeonatos.”

(...)

“É por isso que os torcedores fora do eixo Rio-São Paulo têm que ficar atentos aos comentários dessa turma, que é acima de tudo de torcedores, que tudo fazem para distorcer os fatos e agora deram também para distorcer imagens.”

(...)

“Conclamamos os cruzeirenses a ficarem atentos a essa gente que forma opinião e acha que os outros são cegos. Se não aparecesse uma imagem salvadora, o árbitro Carlos Eugênio Simon estaria hoje, talvez, fora da Copa do Mundo.

Gostaria que esses mesmos donos da verdade viessem a público para reconhecer seus erros e se desculpar com a torcida brasileira. Mas será que eles terão coragem?

Tudo leva a crer que o verdadeiro objetivo é pressionar a arbitragem através de um massacre, para que favoreça a Flamengo e Palmeiras. E parece que a pressão está funcionando. No jogo Vitória e Palmeiras dois pênaltis claros não foram marcados contra o time paulista.

Veja o que aconteceu no nosso jogo contra o Internacional. O árbitro carioca Djalma Beltrame também deixou de marcar dois pênaltis a favor do Cruzeiro. Só que dessa vez os severos críticos acharam tudo normal. Felizmente ainda existem comentaristas isentos, mas já não são a maioria.

Abram os olhos mineiros, gaúchos e paranaenses porque agora a coisa tá dando muito na cara.

Zezé Perrella” (Extraído do Site Oficial do Cruzeiro)

Não há como questionar o bairrismo das transmissões esportivas no Brasil! Não foi esse (
o pênalti sobre Tardelli ) o único, nem o primeiro e nem o último episódio, apenas nesse lance ficou claro pra todo o Brasil a ação nefasta da mídia bairrista que assola nossa imprensa, gente que ainda não tinha PARADO pra refletir sobre essa questão com certeza agora pode analizar contando com essa realidade.

O Cruzeiro e seus torcedores já conhecem muito bem essa ação, pois em Minas sofrem com a parcialidade alvi-negra de grande parte da mídia da capital.

*****
Adílson Batista iria decidir hoje, numa reunião que faria com o presidente Alvimar Perrella, o vice de Futebol e presidente eleito Zezé Perrella, e os diretores Eduardo Maluf e Beneci Queirós, se fica no Cruzeiro para a temporada de 2009. A conversa foi adiada e ainda não foi marcada nova data para o desfecho. Então ainda vale a torcida:

Se vc apóia o trabalho de Adílson Batista e o quer no comando técnico do Cruzeiro em 2009, deixe sua mensagem com seu nome e cidade onde mora clicando aqui.

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